
General condenado por golpe recorre a Moraes para pedir visita íntima na Papuda
Mesmo preso por articular suposto plano de assassinatos, militar quer autorização do ministro para encontros com a esposa
Preso no 19º Batalhão da PMDF, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, o general Mario Fernandes decidiu bater na porta de quem ele e seus aliados trataram como inimigo: Alexandre de Moraes.
O militar entrou com um pedido para receber visitas íntimas da esposa, Daniela Cabral Fernandes, e solicitou que o ministro autorize esse tipo de encontro enquanto ele segue preso.
O requerimento foi encaminhado por Moraes, nesta segunda-feira (2/2), para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a possibilidade.
Fernandes está em prisão preventiva desde novembro de 2024, quando foi detido pela Polícia Federal.
A condenação veio em setembro, por participação direta na suposta trama golpista de 2022, e o caso foi julgado no chamado Núcleo 2 dos acusados pela suposta tentativa de golpe.
O plano que colocava vidas na mira
Mario Fernandes foi apontado como um dos suposto nomes centrais por trás do plano conhecido como “Punhal Amarelo” — descrito como um esquema que previa os assassinatos do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do próprio Alexandre de Moraes.
Ou seja: é no mínimo indigesto ver alguém ligado a um projeto tão brutal agora pedindo “conforto” no cárcere, como se a gravidade do que fez pudesse ser empurrada para baixo do tapete.
Durante o governo Jair Bolsonaro, Fernandes ocupou o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Crimes atribuídos ao general
O militar foi condenado por uma lista pesada de crimes, incluindo:
- Organização criminosa armada
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de Estado
- Dano qualificado com violência e grave ameaça contra patrimônio da União
- Deterioração de patrimônio tombado