Gilmar põe freio na Lava Jato e suspende julgamento que poderia soltar Renato Duque

Gilmar põe freio na Lava Jato e suspende julgamento que poderia soltar Renato Duque

Ex-diretor da Petrobras, condenado por corrupção, tinha apenas um voto a separar sua liberdade da prisão. Agora, o processo fica parado — sem previsão de retomada.

Mais uma vez, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompeu um julgamento que poderia mudar os rumos de uma das figuras centrais da Lava Jato. O magistrado suspendeu a análise do caso que decidiria se o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, deixaria ou não a prisão.

Duque, condenado por envolvimento em esquemas bilionários de corrupção na estatal, estava a apenas um voto da liberdade. O julgamento acontecia no plenário virtual do STF e aguardava apenas o posicionamento final do ministro Luiz Fux. Mas, com a canetada de Gilmar, o processo foi retirado de pauta — e agora não há data para ser retomado.

A decisão reacende o velho debate sobre o freio judicial na Lava Jato, operação que já foi símbolo do combate à corrupção e hoje parece se arrastar entre suspensões, recursos e manobras jurídicas.

Renato Duque foi um dos homens de confiança do então diretor da área internacional, Nestor Cerveró, e do ex-ministro José Dirceu, atuando como peça-chave na engrenagem de propinas dentro da Petrobras. Já condenado em múltiplas ações, ele vinha tentando reverter decisões que o mantêm atrás das grades.

Com a suspensão do julgamento, o destino de Duque volta a pairar no limbo — entre o cansaço do país com a impunidade e a paciência quase infinita da Justiça com os poderosos.

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