
Gleisi Hoffmann reage a atos bolsonaristas e sai em defesa de Lula
Ministra critica manifestações do “Acorda Brasil” e acusa opositores de ataques políticos e desinformação
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se pronunciou neste domingo (1º/3) sobre as manifestações promovidas por lideranças bolsonaristas em várias cidades do país. Os atos, organizados sob o lema “Acorda Brasil”, reuniram apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e tiveram como principal alvo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Por meio de uma publicação na rede social X, Gleisi reagiu especialmente ao protesto realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. A ministra classificou as críticas feitas ao presidente Lula como infundadas e acusou os manifestantes de recorrerem à desinformação e a ataques políticos após a derrota eleitoral de 2022.
Em tom duro, a ministra afirmou que os bolsonaristas “perderam a eleição e tentaram um golpe”, além de acusá-los de agir movidos por interesses próprios. Gleisi também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro, levantando suspeitas sobre sua relação com o Banco Master, após o parlamentar citar supostos escândalos de corrupção envolvendo governos petistas durante discurso no ato.
“Deste embate não temos medo. Já colocamos vocês no devido lugar uma vez”, escreveu a ministra, reforçando que, segundo ela, o país superou o período que classificou como um “pesadelo político” durante o governo Bolsonaro. Gleisi ainda mencionou os impactos da pandemia e afirmou que o Brasil “está acordado” e não permitirá retrocessos democráticos.
A manifestação na Paulista contou com a presença de nomes conhecidos da direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia. Durante os discursos, Flávio Bolsonaro fez críticas diretas ao presidente Lula, citando escândalos como mensalão, petrolão e questões envolvendo o INSS, mas adotou um tom mais moderado em relação a ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Além de São Paulo, atos semelhantes foram registrados no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador e em outras cidades, mostrando a articulação nacional do movimento.
Para o governo, a reação de Gleisi reforça a estratégia de enfrentar politicamente os protestos e rebater o discurso da oposição, em um cenário de crescente polarização e já marcado pela antecipação do debate eleitoral de 2026.