
Gleisi reage com indignação: “Eduardo Bolsonaro comete crime contra a democracia”
Ministra de Lula acusa o deputado de atuar com aliados de Trump para ameaçar Congresso e STF, e exige punição por traição à soberania nacional
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), classificou como “crime intolerável” a suposta articulação do deputado Eduardo Bolsonaro com aliados do ex-presidente Donald Trump para pressionar os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre. A reação veio após revelações de que os Estados Unidos estudam impor sanções diretamente aos dois chefes do Congresso.
Em comunicado oficial, Gleisi acusou Eduardo Bolsonaro de atuar como cúmplice de interesses estrangeiros ao tentar chantagear instituições brasileiras com ameaças de sanções, caso o Congresso não avance com pautas como a anistia de Jair Bolsonaro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
“A ameaça de Eduardo Bolsonaro a Hugo Motta e Davi Alcolumbre representa uma afronta inaceitável à nossa democracia. Trata-se de um ataque coordenado, com conivência internacional, contra a soberania do Brasil”, afirmou a ministra nesta sexta-feira (25/7).
Gleisi ainda relembrou o histórico recente da extrema-direita brasileira, dizendo que o grupo “nunca aceitou a derrota nas urnas, tentou um golpe, atentou contra a vida do presidente eleito e agora articula uma intervenção estrangeira no nosso Judiciário e Legislativo”.
Para ela, as ações de Eduardo Bolsonaro e seus aliados não podem ser vistas apenas como atos políticos, mas como crimes graves contra o país: “Esse tipo de traição à pátria precisa ser duramente punido”.