
Justiça rejeita ataque contra Erika Hilton: tentativa de suspender segurança é barrada por falta de provas
Vereador do Novo move ação contra deputada do PSOL, alegando irregularidades em contrato de segurança privada, mas juíza descarta liminar e vê acusações infundadas
A Justiça Federal recusou um pedido de liminar feito pelo vereador Guilherme Kilter (Novo), de Curitiba, que tentava suspender o contrato de uma empresa de segurança contratada pelos gabinetes da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e da vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP). Kilter alegava que a empresa contratada, a MAPI Consultoria, estaria prestando serviço de segurança sem autorização da Polícia Federal, em desacordo com a nova lei da segurança privada (Lei 14.967/2024).
No entanto, a juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, não viu elementos suficientes para conceder a liminar. Para ela, não há indícios de que houve qualquer dano ao patrimônio público, e determinou que as partes envolvidas apresentem defesa em até 20 dias. A União, o Estado de São Paulo e o Ministério Público Federal também foram notificados para acompanhar o caso.
Erika Hilton reagiu, afirmando que a ação é totalmente descabida e baseada em boatos disseminados na internet. Segundo a deputada, o verdadeiro objetivo seria minar sua segurança pessoal num momento em que ela sofre ameaças constantes. “Questionam a consultoria em segurança apenas como uma desculpa para atacar minha integridade. É um absurdo”, disse ela em nota.
Kilter rebateu dizendo que a empresa não tem site, redes sociais ou telefone disponível, e que funciona no mesmo endereço da Escola de Ativismo. Ele acusou a parlamentar de usar o termo “fake news” como uma forma de escapar do debate: “Até agora ela não apresentou nenhum fato concreto que sustente a legalidade do contrato”.
Já Amanda Paschoal reforçou que a ação não tem fundamento e que a Justiça negou a liminar justamente por falta de provas. “Segurança é uma questão essencial. Fui ameaçada na campanha, e Erika vive sob risco há anos”, disse a vereadora.
Enquanto isso, a decisão judicial deixa claro: não se pode tentar deslegitimar a proteção de parlamentares com base em acusações frágeis e sem evidências. A investigação sobre a regularidade do contrato segue em curso, mas por ora, a tentativa de desmonte foi barrada na porta da Justiça.