
Globo de Ouro 2026: Wagner Moura se desespera com passado, esquece o presente
Ator critica Bolsonaro, mas ignora escândalos do governo do “amigo” Lula
O ator Wagner Moura, indicado ao Globo de Ouro 2026 por sua atuação em O Agente Secreto, aproveitou uma entrevista ao programa Late Night with Seth Meyers para desabafar sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019–2022), classificando sua gestão como “fascista” e alegando que artistas e intelectuais teriam sido atacados durante seu governo.

“É muito importante para nós, para os brasileiros, porque entre 2018 e 2022 o país viveu um momento fascista”, disse Moura, acrescentando que o governo de Bolsonaro teria tentado transformar artistas em inimigos da nação.
O problema é que o discurso de Moura parece preso no passado. Enquanto critica o ex-presidente, ignora completamente o presente, ou seja, o governo do amigo declarado dele, Lula, que não é exatamente um exemplo de retidão: escândalos do Banco Master, a mesada milionária do filho do presidente, roubos que prejudicaram aposentados, o envolvimento do filho e do irmão do presidente, e até a nora em esquemas de desvios na educação. Sem falar que o ditador Nicolás Maduro, aliado próximo de Lula, foi preso e grande parte das contas públicas de 2025 fecharam no vermelho.
Moura ainda enalteceu o apoio do público brasileiro à produção cultural, citando o sucesso de Ainda Estou Aqui como resistência simbólica contra Bolsonaro. Um argumento que soa, no mínimo, irônico, considerando que o governo atual enfrenta escândalos que deveriam preocupar qualquer defensor da cultura e da transparência.
No fim, o discurso de Wagner Moura tem mais a ver com uma narrativa midiática de Hollywood do que com a realidade política e econômica do Brasil, ignorando problemas concretos e escândalos atuais, enquanto se concentra em um passado que já foi julgado pelas urnas.
Globo de Ouro ou Globo de Esquecimento? Moura critica Bolsonaro, mas parece convenientemente cego para os problemas que envolvem Lula e aliados próximos. Ironia e contradição andam de mãos dadas quando o foco se perde no espetáculo e se esquece da responsabilidade.