Enquanto o país queima, Lindbergh prefere caçar fantasmas

Enquanto o país queima, Lindbergh prefere caçar fantasmas

Deputado do PT denuncia Bolsonaro e filhos por “golpe”, desviando atenção de roubos e crises reais

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) resolveu, mais uma vez, se colocar como defensor da democracia brasileira. Nesta terça-feira (6), ele anunciou que apresentará uma representação à Polícia Federal contra os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusando-os de estimular uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

Em vídeo publicado no Instagram, Lindbergh afirmou com ar grave: “Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeira contra o Brasil.”

O grande vilão da história, segundo o petista, seria uma montagem feita por Nikolas Ferreira mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sendo ‘segurado’ por militares americanos, evocando a prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aliado declarado de Lula.

“Nikolas quer ser engraçadinho com aquela montagem. Nikolas, quem está preso é o Bolsonaro, e quem vai ser preso é você. Um pouco de respeito com a democracia brasileira seria bom, fedelho”, disparou Lindbergh, em tom de advertência moralizadora.

Até aqui, uma história bem cinematográfica. Mas fica a pergunta: enquanto Lindbergh se dedica a caçar “intervenções militares fictícias”, ninguém pergunta sobre o Banco Master e o dinheiro roubado dos aposentados, sobre a prisão de Maduro, amigo do Lula, ou sobre as contas públicas que fecharam 2025 no vermelho?

Curioso notar que, enquanto os brasileiros sentem no bolso os efeitos do tarifaço e da má gestão econômica, o líder do PT prefere apontar dedos para fantasias de intervenção americana, em vez de responder pelos problemas reais que marcaram o país ao longo do ano.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) também entrou na onda, protocolando representação na PGR contra Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira, acusando-os de apologia a golpe de Estado. Mas a ironia do momento é que, ao tentar criminalizar a imaginação de adversários políticos, Lindbergh e aliados conseguem desviar a atenção da opinião pública de temas concretos que afetam milhões de brasileiros.

“Não é opinião. São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a intervenção militar estrangeira e depor um governo legitimamente eleito”, insiste Lindbergh, como se os brasileiros não estivessem preocupados com desemprego, inflação, aposentadorias perdidas e a própria saúde das contas públicas.

No fim, fica claro: o espetáculo da denúncia petista é mais uma cortina de fumaça do que um debate sobre a realidade do país.

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