Governo à deriva: Lula usa boné como bússola em meio a crise internacional

Governo à deriva: Lula usa boné como bússola em meio a crise internacional

Sem plano, sem critério e com retórica de palanque, presidente responde a tarifa dos EUA com slogan de boné e discurso de provocação

Em vez de estratégia diplomática ou reação coordenada, o governo brasileiro decidiu enfrentar a dura tarifação imposta pelos Estados Unidos com… um boné. Sim, isso mesmo. Em meio ao anúncio do presidente Donald Trump de que vai taxar em 50% produtos brasileiros a partir de agosto, Lula apareceu em um evento no Espírito Santo usando um acessório com os dizeres: “O Brasil é dos brasileiros” — como se uma frase de tecido resolvesse impasses comerciais.

O cenário lembra um navio sem bússola, à deriva em alto-mar, cujo comandante opta por acenar com bonés personalizados em vez de corrigir o rumo. O boné, que já havia dado as caras em fevereiro, agora ressurge como símbolo de uma suposta defesa da soberania nacional — enquanto o país toma pancada de todos os lados na arena internacional.

Segundo aliados, o slogan é uma resposta a quem “usa bonés de outros países”, em uma clara referência a políticos brasileiros que já exibiram com orgulho o famoso “Make America Great Again” de Trump. Só que aqui, a bravata virou política externa: responde-se a uma tarifa bilionária com ironia, como se o PIB dependesse de frases de efeito.

Uma política externa de bravatas e bonés

A decisão de Trump em taxar produtos brasileiros foi recebida com indignação — não por meio de nota oficial ou articulação internacional, mas por meio de ataques indiretos, frases de duplo sentido e mais um boné. Lula, entre uma fala e outra, deixou implícito que a família Bolsonaro teria influenciado a decisão americana. Mas a resposta institucional se limitou ao folclore do “Brasil dos brasileiros”.

Enquanto isso, as redes sociais foram tomadas por uma guerra de narrativas, com governistas tentando vender a ideia de que a “soberania nacional” está sendo defendida com frases patrióticas. Faltou só combinar com os agricultores e empresários brasileiros, que verão suas exportações esmagadas por uma tarifa que nenhum boné vai reverter.

O país que presta continência a slogans

Sem critério, sem planejamento e com discurso de palanque em evento oficial, Lula trata as relações exteriores como se estivesse em uma convenção do partido. Um presidente que se orgulha de não “bater continência para ninguém” agora responde a retaliações econômicas com simbologia de palanque e provocações veladas, deixando o país refém de sua retórica inflamada.

Não há sinal de reação econômica concreta. Não há estratégia comercial. Há apenas bonés, slogans e discursos inflamados para a plateia — como se o Brasil, em plena tempestade internacional, pudesse ser guiado por chapéus com frases de autoajuda.

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