
Governo Trump envia carta ao Rio lamentando mortes de policiais e oferece apoio
Documento do Departamento de Justiça dos EUA presta condolências às famílias dos agentes mortos em operação no Alemão e se coloca à disposição da gestão de Cláudio Castro para colaborar no combate ao tráfico.
O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, enviou uma carta oficial ao secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, lamentando a morte dos quatro policiais que perderam a vida durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão.

O documento, assinado por James Sparks, representante do setor de Repressão às Drogas do Departamento de Justiça americano, expressa “profundo pesar” pelas perdas e reconhece a coragem dos agentes que “tombaram no cumprimento do dever”.
“Sabemos que proteger a sociedade exige coragem, dedicação e sacrifício. Reconhecemos o valor e a honra desses profissionais que deram suas vidas pela segurança pública”, afirma a carta.
Além das condolências, o governo norte-americano se colocou à disposição para oferecer apoio e cooperação às autoridades fluminenses, especialmente em ações voltadas ao combate ao tráfico de drogas.
A correspondência, enviada uma semana após a chamada Operação Contenção, reforça o tom de solidariedade e parceria entre os governos.
“Neste momento de luto, reiteramos nosso respeito e admiração pelo trabalho incansável das forças de segurança do Estado e colocamo-nos à disposição para qualquer apoio que se faça necessário”, diz o texto.
A ação que motivou o comunicado resultou em 121 mortes, entre elas quatro policiais — dois do Bope e dois da Polícia Civil. Segundo a polícia, os demais mortos seriam integrantes do Comando Vermelho, alvo da operação.
O gesto diplomático veio após o governo do Rio de Janeiro solicitar oficialmente apoio à administração Trump, pedindo que o Comando Vermelho seja incluído na lista de organizações terroristas pela Casa Branca.
Enquanto isso, o governo Lula tem se posicionado contra essa classificação, argumentando que o enquadramento de facções criminosas como grupos terroristas não encontra respaldo na legislação brasileira.
A carta americana, contudo, evidencia uma mudança de tom nas relações internacionais sobre o tema da segurança pública e do tráfico de drogas, com os Estados Unidos buscando demonstrar solidariedade e influência diplomática no cenário latino-americano.