
Haddad Defende Intervenções do Banco Central e Reconhece Força do Dólar em 2024
Real registra pior desempenho global frente ao dólar, com desvalorização de 27,35%
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou como “corretas” as recentes intervenções do Banco Central (BC) no mercado de câmbio durante o encerramento de 2024. Ele destacou que o dólar encerrou o ano com uma alta significativa em todo o mundo, e, no Brasil, as operações do BC ajudaram a proporcionar liquidez em um período de grandes remessas de moeda estrangeira.
— O câmbio no Brasil é flutuante. O dólar fechou 2024 muito valorizado globalmente, mas as ações do Banco Central foram acertadas, garantindo liquidez para quem estava realizando remessas, enquanto o mercado absorvia informações sobre as medidas fiscais — afirmou Haddad.
Intervenções Cambiais e Impacto no Real
Nos últimos 12 dias úteis do ano, o BC injetou US$ 32,574 bilhões no mercado por meio de intervenções extraordinárias. Foram realizados 14 leilões, sendo nove com venda direta de dólares à vista e cinco por meio de operações de recompra.
Apesar das medidas, o real teve o pior desempenho do ano frente ao dólar entre 31 moedas mais líquidas, acumulando uma desvalorização de 27,35%.
Mudanças no Banco Central
Haddad também comentou sobre a posse de Gabriel Galípolo como novo presidente do BC, bem como dos novos diretores Nilton David, Izabela Corrêa e Gilneu Vivan. Ele ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já assinou os decretos de nomeação, mas não conhecia pessoalmente os indicados.
As nomeações sinalizam uma mudança significativa na composição do Banco Central, reforçando o alinhamento da instituição com as políticas do governo Lula para os próximos anos.
A força global do dólar e os desafios internos do real reforçam a importância das intervenções do BC e da coordenação entre a política fiscal e monetária. Segundo Haddad, o movimento foi essencial para estabilizar o mercado em um momento de ajustes econômicos.