
Haddad sobre taxação de LCI e LCA: “Não é para arrecadar, é para colocar ordem no mercado”
Ministro da Fazenda defende medida como forma de disciplinar setor considerado distorcido e desigual
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a proposta de tributar investimentos em LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio). Segundo ele, o objetivo da medida não é aumentar a arrecadação do governo, mas corrigir distorções e trazer mais equilíbrio ao mercado financeiro.
“Não faz sentido um investidor comprar títulos públicos e pagar imposto, enquanto quem aplica em LCI e LCA fica totalmente isento. Isso cria uma distorção enorme. A ideia não é punir ninguém, mas disciplinar um mercado que hoje é irregular”, disse Haddad.
As LCIs e LCAs são bastante populares entre investidores por oferecerem isenção de Imposto de Renda. Na visão da equipe econômica, isso gera um tratamento desigual em relação a outros ativos de renda fixa, como Tesouro Direto e CDBs, o que precisa ser revisto para evitar privilégios concentrados em determinados segmentos.
O tema vem sendo debatido em meio à agenda de reformas que buscam simplificar e dar mais transparência ao sistema tributário brasileiro. Para Haddad, a mudança não deve ser entendida como aumento de carga, mas como um ajuste necessário para equilibrar o jogo entre diferentes tipos de investimento.