
Hamas aceita proposta dos EUA e reacende esperanças por trégua com Israel
Grupo palestino sinaliza abertura para acordo mediado por Trump, que prevê cessar-fogo de 60 dias e negociações para encerrar guerra em Gaza
Gaza – O Hamas declarou nesta sexta-feira (4) que respondeu de forma positiva à proposta dos Estados Unidos para estabelecer um cessar-fogo de 60 dias com Israel na Faixa de Gaza. Em nota divulgada à noite, o grupo afirmou ter apresentado oficialmente sua resposta aos mediadores, classificando-a como “positiva” e se dizendo disposto a discutir a implementação do acordo.
O anúncio representa um avanço significativo nos esforços para interromper os combates, que já se arrastam por quase dois anos. Recentemente, Israel também havia dado sinais favoráveis à proposta apresentada pelo ex-presidente americano Donald Trump.
Apesar disso, ainda não está claro se o Hamas fez exigências que possam alterar substancialmente o conteúdo da proposta, ou se divergências pontuais podem mais uma vez travar o acordo, como ocorreu em tentativas anteriores que fracassaram nos momentos finais.
A proposta norte-americana inclui a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos e abre espaço para negociações com o objetivo de encerrar de forma definitiva a guerra na região.
Pressão de Washington
Trump tem intensificado os apelos por um acordo antes da visita do premiê israelense Benjamin Netanyahu a Washington, prevista para a próxima segunda-feira. No último domingo, Trump escreveu em sua rede social, a Truth Social: “Fechem o acordo em Gaza”, direcionando o apelo a Israel. Na mesma publicação, advertiu o Hamas: “Se não aceitarem, só vai piorar.”
O chanceler israelense, Gideon Saar, também demonstrou otimismo e afirmou que o país está pronto para retomar as negociações o quanto antes.
O maior impasse, no entanto, continua sendo a duração do cessar-fogo. O Hamas exige que a trégua seja permanente antes de libertar todos os reféns em seu poder, enquanto Netanyahu insiste que o grupo deve ser totalmente desmantelado militar e politicamente.