Homenagem na Alesp vira palanque político e impulsiona Flávio Bolsonaro rumo a 2026

Homenagem na Alesp vira palanque político e impulsiona Flávio Bolsonaro rumo a 2026

Evento dedicado a Valdemar Costa Neto se transforma em ato de pré-campanha com discursos, afagos públicos e críticas à política econômica

O que era para ser uma solenidade institucional acabou ganhando contornos claros de pré-campanha eleitoral. A homenagem ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, realizada nesta sexta-feira (27) na Assembleia Legislativa de São Paulo, tornou-se um palco político para exaltação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do partido à Presidência da República.

Com o plenário lotado, o evento reuniu figuras centrais da política paulista e nacional, como o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, além de deputados estaduais, federais e vereadores. Valdemar recebeu o Colar de Honra ao Mérito, a mais alta distinção do Legislativo paulista, mas o foco rapidamente se deslocou.

Discursos deixam a homenagem e miram o Planalto

Ao subir à tribuna, Tarcísio foi direto ao ponto. Em vez de concentrar a fala no homenageado, fez questão de destacar Flávio Bolsonaro, chamando-o publicamente de “futuro presidente da República”. O governador ainda mencionou uma conversa reservada que teve com o senador mais cedo, no Palácio dos Bandeirantes, sinalizando alinhamento político e sintonia estratégica.

Ricardo Nunes seguiu o mesmo roteiro. Em tom descontraído, citou pesquisas que circulam entre aliados e provocou o público ao insinuar que Flávio aparece bem posicionado nos levantamentos eleitorais. A partir dali, praticamente todos os oradores passaram a exaltar o senador, consolidando o clima de ato político.

Flávio assume o tom eleitoral e critica Haddad

Quando chegou sua vez de falar, Flávio Bolsonaro iniciou com gestos protocolares: pediu um minuto de silêncio pelas vítimas das chuvas em Minas Gerais e agradeceu a presença das mulheres no evento. Em seguida, porém, o discurso mudou de tom.

O senador defendeu que o Brasil precisa de coragem política para enfrentar os próximos anos e afirmou que os problemas do país só serão resolvidos “pela política, sem vergonha de defender aquilo em que se acredita”. Em meio às falas, passou a abordar economia e carga tributária, comparando gestões passadas e atuais.

O alvo principal foi o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, citado de forma irônica como “Taxad”. Flávio criticou o aumento de impostos e disse que o governo atual “castiga o contribuinte e o trabalhador”, em um discurso claramente direcionado ao eleitorado.

Agenda cheia e clima de campanha

Após a cerimônia, o senador seguiu para um almoço político promovido por Ricardo Nunes, na sede da prefeitura de São Paulo, reforçando a leitura de que o dia foi dedicado a articulações e exposição pública.

Mesmo sem anúncio oficial de candidatura, a homenagem na Alesp deixou claro que o tabuleiro de 2026 já está em movimento. O evento consolidou apoios, deu recados internos ao PL e transformou uma solenidade formal em um ensaio aberto de campanha presidencial.

Compartilhe nas suas redes sociais
Categorias
Tags