
Hugo Motta enfrenta bolsonaristas e promete suspender quem não deixar plenário
Presidente da Câmara anuncia retomada da mesa diretora ocupada por aliados de Bolsonaro e ameaça punição de seis meses de suspensão
A tensão no Congresso Nacional subiu mais um degrau nesta quarta-feira (6/8). O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que vai reassumir, pessoalmente, a mesa diretora do plenário — tomada desde a manhã de terça-feira (5) por parlamentares da oposição, em protesto contra a decisão judicial que concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de chefiar uma trama golpista.
A ocupação, liderada por aliados do ex-mandatário, transformou o plenário em palco de um ato de confronto político. Diante disso, Motta convocou uma sessão presencial para as 20h30 desta quarta e deixou claro: qualquer deputado que insistir em ocupar a mesa será suspenso por seis meses. A medida será encaminhada ao Conselho de Ética, segundo ele, como forma de “proteger a democracia e as prerrogativas do parlamento”.
O anúncio foi feito após uma reunião com líderes partidários na residência oficial da Câmara. De lá, os parlamentares seguirão juntos para o plenário, onde Motta pretende reassumir o comando da Casa.
Nos bastidores, o clima é de acirramento. Enquanto a oposição insiste em manter a ocupação, o presidente reforça que não aceitará a transformação do parlamento em “trinchera de afronta às instituições”.