
Investigação revela esquema de ameaças e acesso ilegal a sistemas do Judiciário
Dupla presa por ameaçar o youtuber Felca também é suspeita de exploração infantil online e emissão de mandados falsos
Uma operação conjunta das polícias civis de São Paulo e Pernambuco resultou na prisão de Cayo Lucas, 21 anos, e Paulo Vinícius, suspeitos de ameaçar o influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, o Felca, e de acessar ilegalmente sistemas do Judiciário e das polícias de todo o país.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, os investigados compravam logins e senhas em grupos no Telegram, o que lhes permitia consultar informações sigilosas e até emitir mandados falsos contra pessoas consideradas “inimigas”. Cayo Lucas também é investigado por participação em grupos de exploração infantil online, utilizando plataformas como o Discord para disseminar material envolvendo crianças e adolescentes.
Vídeos e depoimentos mostram que os suspeitos tinham conhecimento avançado de informática, acessando dados de segurança de forma ilegal. Paulo Vinícius foi encontrado em Olinda (PE) com o computador ligado, conectado ao sistema da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco. Ambos admitiram a aquisição das credenciais.
As prisões foram realizadas em Olinda, e o destino final dos suspeitos — se permanecem em Pernambuco ou são transferidos para São Paulo — será decidido após audiência de custódia. A investigação continua, incluindo crimes de ameaça, perseguição e associação criminosa no ambiente virtual.
O youtuber Felca, natural de Londrina (PR), relatou que passou a andar com carro blindado e seguranças devido às ameaças de morte recebidas após seus vídeos sobre “adultização” e críticas a influenciadores que promovem apostas online. Um dos e-mails enviados a ele dizia:
“prepara pra morrer vc vai pagar com a sua vida”.
Felca tem 27 anos, 2 metros de altura, e é conhecido pelo humor e críticas sociais na internet. Com quase 20 milhões de seguidores, ele já foi alvo de ameaças e falsas acusações de pedofilia após vídeos que viralizaram.
A polícia segue investigando e monitorando a venda e uso ilegal de dados sigilosos, buscando responsabilizar todos os envolvidos e evitar novos crimes.