
Janja brilha na ONU… e só isso: primeira-dama desfila em Nova York enquanto o Brasil assiste
Casaco palestino, discurso nas redes e zero responsabilidade pública: espetáculo de viagens internacionais
A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, não perdeu a oportunidade de aparecer no palco internacional, desta vez na abertura da Assembleia Geral da ONU em Nova York, nesta terça-feira (23). Sem qualquer cargo público ou responsabilidade executiva, ela escolheu ostentar um casaco com o tradicional bordado palestino Tatreez, feito à mão por mulheres — e, claro, publicou um vídeo nas redes sociais explicando o gesto “solidário”.
“Por mais um ano, trago as mulheres palestinas junto a mim na abertura da Assembleia Geral da ONU”, disse Janja, orgulhosa, mostrando que, quando o assunto é foto e postagem, ela está sempre em forma. Enquanto isso, o país que representa segue à deriva, sem protagonismo real.
O presidente Lula fez o discurso de abertura e lamentou a ausência do líder palestino Mahmoud Abbas, que foi impedido de comparecer pessoalmente por restrições impostas pelos Estados Unidos. Lula condenou o que chamou de “genocídio em Gaza”, destacando a trágica morte de milhares de mulheres e crianças, e reafirmou a posição brasileira tradicional de apoio à solução de dois Estados.
Enquanto isso, Janja, vestida para a foto, destacou nas redes que “os pontos geométricos coloridos contam a história de luta e resistência de um povo” e relembrou dados da ONU sobre vítimas femininas do conflito. Uma postura humanitária, sem dúvida… mas também um lembrete de que ela não tem função pública que justifique sua presença internacional.
Em resumo: Janja brilha com o casaco bordado, fala bonito nas redes e transforma qualquer viagem internacional em vitrine pessoal, deixando o Brasil para trás — uma imagem de glamour e ativismo simbólico que empalidece diante da real política e dos desafios do país.