Janja destrava o cadeado do Instagram: a conta voltou, os bloqueios também

Janja destrava o cadeado do Instagram: a conta voltou, os bloqueios também

Primeira-dama reabre o perfil quatro meses após fechar as portas virtuais por críticas. Mas quem quiser comentar, cuidado: não é só a conta que é dela — o botão de bloqueio também

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, resolveu abrir as cortinas de novo e tornar seu perfil no Instagram público — justo no mesmo fim de semana em que acompanhava o presidente Lula na Cúpula dos BRICS, no Rio de Janeiro. Foi quase um retorno triunfal: o feed voltou a brilhar para seus 2,4 milhões de seguidores, com direito a bastidores oficiais, cliques sorridentes ao lado do presidente e, claro, aquele toque pessoal de quem está sempre “pronta para o que der e vier” — menos para as críticas.

Janja havia fechado o perfil em março deste ano, depois de dizer que vinha sofrendo uma enxurrada de ataques nas redes sociais, muitos deles com teor machista e misógino, segundo a nota divulgada por sua assessoria. À época, parlamentares da oposição chegaram a apelidá-la, de forma pejorativa, de “Esbanja” — numa alusão direta ao estilo mais expansivo com que a primeira-dama tem marcado presença em agendas diplomáticas e eventos oficiais.

A decisão de se recolher virtualmente contou com apoio de aliados. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, lamentou os ataques e disse que eles simbolizavam a violência política de gênero. Cida Gonçalves, então ministra das Mulheres, reforçou o coro e classificou o episódio como um “retrocesso”, defendendo inclusive uma regulamentação das redes sociais para combater discursos de ódio.

Mas agora, num movimento que soa quase como uma trégua com o mundo digital — ou talvez como um novo round —, Janja reabriu sua conta. Ainda não se sabe por quanto tempo. Afinal, se tem uma coisa que a primeira-dama tem deixado clara é que a timeline é dela, os posts são dela e, principalmente, o botão de bloquear também é.

Quem for comentar, é bom lembrar: democracia, sim. Discordância, talvez. Mas crítica? Só se for muito bem embalada. Se for direta demais, corre o risco de virar estatística nos bloqueios silenciosos do Planalto virtual.

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