Justiça para uns, jeitinho para outros: TJ apaga condenação de Renato Freitas PT

Justiça para uns, jeitinho para outros: TJ apaga condenação de Renato Freitas PT

Liminar mantida, processo anulado — e fica a dúvida que ninguém ousa calar: se o réu fosse um deputado de direita, teria o mesmo final feliz?

O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu que a condenação por desacato do deputado Renato Freitas (PT) era problema demais para ser mantida — e simplesmente apagou tudo.
O argumento? Uma data errada num documento do processo.
Sim: um número trocado e puf, a condenação de anos desaparece como mágica.

A decisão livra Renato de qualquer risco de cassação. A Lei da Ficha Limpa? Esqueça. Zero consequências.
É quase comovente a velocidade com que a Justiça pode ser gentil quando quer.

Agora, imagine — só imagine — se o réu fosse um deputado de direita.
A mesma data errada seria tratada como:
“um detalhe irrelevante”,
“um erro material sem impacto”,
ou até “tentativa de tumultuar o processo”.

Mas como é do PT, o erro vira chave de portal: processo anulado desde a raiz.
Quem dera esse tipo de eficiência jurídica valesse para todos.


Um processo de 2017, uma audiência com data impossível e… tudo resolvido

Renato foi condenado em 2019 por desacato a guardas municipais.
Mas, segundo a defesa, ele nem compareceu à audiência porque o documento dizia que ela aconteceria um ano antes — um “fenômeno temporal” digno de ficção científica.

E no Brasil, quando um petista é prejudicado por falha do sistema, o sistema corre para reparar.
Quando o prejudicado é um conservador… bom, aí o sistema costuma dizer:
“Reclame na próxima instância.”


A pergunta que incomoda

Renato Freitas saiu do processo como se nunca tivesse sido réu.
A condenação sumiu, o mandato está protegido, e a Justiça posou de guardiã da legalidade.

Mas a ironia permanece:

Se fosse um deputado conservador, alguém acredita que estaria comemorando hoje?
Ou estaria respondendo entrevista algemado, com manchetes dizendo “réu tenta atrasar processo com alegação de erro formal”?

No Brasil, a Justiça é para todos.
Mas a compreensão da Justiça parece ter lado.

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