Justiça rejeita pedido para suspender gastos públicos com viagens de Janja

Justiça rejeita pedido para suspender gastos públicos com viagens de Janja

Juiz afirma que não há ilegalidades nas despesas da primeira-dama, que representa o Brasil em eventos oficiais na Europa

O juiz Leonardo Tavares Saraiva, da 9ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, negou o pedido que tentava suspender os gastos da União com as viagens da primeira-dama, Janja da Silva. O magistrado entendeu que não há qualquer indício de irregularidade nem de dano ao patrimônio público nas despesas realizadas.

A decisão rejeita a tutela de urgência solicitada por um vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo-PR), e pelo advogado Jeffrey Chiquini, que pediam o bloqueio imediato de qualquer pagamento, reembolso, diária ou despesa feita pela União em favor da esposa do presidente Lula. Atualmente, Janja está em Roma e deve seguir para Paris entre os dias 19 e 21 de outubro, onde participará de eventos diplomáticos.

Na decisão, o juiz destacou que o decreto que ampliou o apoio institucional à primeira-dama está dentro das atribuições do presidente da República e não configura qualquer ilegalidade.

“O dispositivo em questão não cria cargo, tampouco confere status de agente público à primeira-dama. Ele apenas prevê apoio institucional a atividades de representação, tradicionalmente desempenhadas pelo cônjuge do presidente”, escreveu Saraiva.

O magistrado ainda ressaltou que não há provas de dano ao erário nem urgência que justifique uma medida judicial desse tipo.

O pedido para suspender os valores faz parte de um processo em andamento desde o início do ano, e a oposição tenta impedir o uso de recursos públicos, incluindo aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), nas viagens de Janja.

Durante sua passagem por Roma, a primeira-dama participou do encerramento do Fórum Mundial de Alimentação, na sede da FAO, e anunciou o envio de ajuda humanitária do Brasil à Faixa de Gaza, em meio ao conflito entre Israel e o Hamas.

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