Lula busca união de países amazônicos para COP30 e segurança regional em Bogotá

Lula busca união de países amazônicos para COP30 e segurança regional em Bogotá

Presidente defende protagonismo da região na proteção do clima e no combate a ilícitos, e apresenta fundo que financia conservação florestal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira (22) de uma cúpula em Bogotá, na Colômbia, reunindo líderes dos países que compõem a Amazônia. Entre os principais objetivos do encontro está conquistar apoio à realização da COP30, marcada para novembro em Belém (PA), e apresentar iniciativas brasileiras, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que prevê investimentos em conservação de florestas tropicais em países em desenvolvimento.

Outro ponto da agenda é discutir a segurança regional, em especial diante da presença de navios dos Estados Unidos na região do Caribe, próxima à Venezuela. Com isso, Lula deve reforçar que os países amazônicos têm papel central na proteção de seus territórios, combatendo o narcotráfico, o tráfico de armas e outros crimes transnacionais.

A V Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA) reúne Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Devido a restrições impostas pelos EUA ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, ele deverá ser representado pelo chanceler Yvan Gil, que já se reuniu com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, para tratar de segurança regional e questões comerciais.

Dois anos após a última reunião em Belém, o encontro em Bogotá mantém o foco na proteção da Amazônia, no desenvolvimento sustentável com inclusão social e na valorização de povos indígenas e comunidades locais.

A programação presidencial inclui o Encontro Regional Amazônico, com participação de sociedade civil, povos indígenas, acadêmicos e setores estratégicos, e uma reunião privada entre chefes de Estado, seguida da assinatura da Declaração de Bogotá. O documento final reforçará o papel da região na agenda climática, enquanto o Brasil apresentará uma declaração autônoma pedindo apoio ao TFFF, um fundo estimado em US$ 125 bilhões que remunera países em desenvolvimento que preservam suas florestas.

A cúpula de Bogotá representa, assim, um esforço do Brasil para consolidar liderança regional e fortalecer a cooperação amazônica, tanto na agenda ambiental quanto na segurança territorial.

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