
Lula fala sobre possibilidade de quarto mandato e provoca adversários: “Se preparem”
Petista afirma que mais um mandato causaria desconforto para muitos e condiciona candidatura à sua saúde em 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a tocar no tema de uma possível candidatura à presidência em 2026 durante evento em Sorocaba (SP). Com quase 81 anos no próximo pleito, o petista disse que um eventual quarto mandato “vai incomodar muita gente”.
“Se preparem: um mandato do Lula incomodou muita gente. Dois mandatos incomodaram ainda mais. Três mandatos, muito, muito mais. Agora, imaginem se houver um quarto. Como eles vão ficar incomodados! Então se preparem, porque tem coisa vindo por aí”, afirmou o presidente.
Caso decida concorrer, essa seria a sétima disputa presidencial de Lula. Ele se elegeu deputado federal em 1986 e concorreu ao Planalto em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006 e 2022. Apesar das declarações sobre o quarto mandato, o presidente ainda não definiu oficialmente se entrará na corrida eleitoral, condicionando sua decisão ao estado de saúde no próximo ano.
Na semana passada, Lula declarou que, se for candidato, não seria derrotado, mostrando confiança na própria base de apoio e no desempenho do governo. O ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar e réu no STF por tentativa de golpe de Estado, segue inelegível até 2030.
Lula também comentou sobre outros possíveis candidatos: “Seria bom que saíssem alguns governadores, como Ratinho Jr., Caiado e Zema. Quanto mais saírem, melhor. Tenho certeza do que estou fazendo pelo país. Na época da eleição, o povo vai comparar a situação atual com a anterior e decidir. Se acharem que está pior, paciência: talvez eu não tenha sabido explicar direito”, disse.
O presidente ainda reforçou, em declarações de julho, que, se tudo correr como espera, poderá se tornar o primeiro chefe do Executivo brasileiro eleito quatro vezes, destacando a importância de evitar o retorno da extrema-direita ao poder. Ele enfatizou que sua candidatura dependerá de sua saúde e das condições políticas do país.