
Lula Fala em “Boas Notícias” na Economia — Só Esqueceu de Citar o Amigo Maduro
Presidente celebra conversa com Trump, promete milagres tarifários e mantém silêncio conveniente sobre o ditador venezuelano. Vamos aguardar o próximo capítulo dessa novela.
Depois de um telefonema de 40 minutos com Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu sorridente — literalmente se comparando a uma “Monalisa” — para dizer que o Brasil pode esperar mais revogações de tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Segundo Lula, a conversa foi séria, profunda e marcada pela defesa “das duas maiores democracias do Ocidente”. Um discurso que faria até o mais ingênuo dar um passo para trás, principalmente quando o mesmo Lula passa longe de condenar o ditador Nicolás Maduro, seu parceiro de longa data. Para alguns temas ele tem pressa; para outros, parece que perdeu a voz.
O otimismo repentino
Em entrevista à TV Verdes Mares, Lula sugeriu que uma boa notícia está no forno:
— “Pode esperar. Muita coisa vai acontecer. Você está ouvindo meu sorriso de Monalisa?”
O presidente garante que os EUA devem revogar mais tarifas impostas em agosto, quando produtos brasileiros levaram uma pancada de até 50% em impostos. Depois de muita pressão diplomática, parte da taxação caiu — café, carne e outros itens já respiraram. Mas ainda tem muito pendurado na lista.
Trump: o “duas caras” segundo Lula
Lula também fez questão de dizer que existem “dois Trumps”:
o da televisão (nervoso) e o da conversa particular (calmo, quase zen).
Aparentemente, Lula encontrou o Trump da versão “good vibes”. Só nos resta torcer para que tenha sido esse o responsável por prometer redução de tarifas — porque o outro costuma ser menos amigável.
Crime organizado e cooperação — mas e Maduro?
A pauta também incluiu o combate ao crime organizado. Trump teria prometido “todo apoio” para ações conjuntas contra essas organizações. Ótimo.
O curioso é que os EUA intensificam operações perto da Venezuela sob o argumento de combater tráfico e pressionar Maduro, enquanto Lula, que tem opinião para tudo, resolveu fazer silêncio absoluto sobre o ultimato que Trump deu ao líder venezuelano.
Silêncio este que, convenhamos, fala mais alto do que qualquer discurso.
Em resumo
Lula está cheio de promessas, cheio de sorrisos, cheio de boas expectativas na economia.
Mas quando o assunto envolve seu velho aliado autoritário, o entusiasmo some, a voz baixa e a postura muda.
A novela continua. E todo mundo sabe que o próximo capítulo promete.