Lula garante que, se for candidato em 2026, não sairá derrotado

Lula garante que, se for candidato em 2026, não sairá derrotado

Presidente condiciona possível reeleição à própria saúde e critica adversários; pesquisa mostra resistência da população à sua candidatura

Em entrevista nesta terça-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, caso decida disputar a reeleição em 2026, está confiante de que vencerá as urnas. O petista, que terá 81 anos na época do pleito, reforçou que sua decisão dependerá do estado de saúde.

“Se eu decidir ser candidato, podem ter certeza: não perderia a eleição”, disse, comentando ainda sobre possíveis adversários. Entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, é réu no STF e está inelegível até 2030.

Lula ainda citou outros governadores: “Seria bom que saíssem [Ratinho do Paraná], [Ronaldo Caiado de Goiás], [Zema de Minas Gerais]. Quanto mais saírem, melhor. Eu não me preocupo. Tenho certeza do que estou fazendo pelo país. Quando chegar a hora, o povo vai comparar a vida que tinha com a vida que está vivendo. Se achar que piorou, é porque não consegui explicar direito”, declarou à rádio BandNews.

Apoio cresce, mas maioria continua rejeitando reeleição

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada na segunda quinzena de julho, indica que a rejeição à candidatura de Lula diminuiu nos últimos dois meses, mas a maioria dos brasileiros ainda é contrária à sua reeleição. Segundo o levantamento, 58% dos entrevistados acreditam que ele não deveria tentar um novo mandato, enquanto 38% apoiam sua candidatura — um aumento em relação aos 32% registrados em maio.

No caso de Bolsonaro, 62% defendem que ele abra mão da disputa, enquanto 28% apoiam sua candidatura. Apesar da leve melhora no apoio a Lula, o cenário ainda é majoritariamente desfavorável.

Falas anteriores e intenção de quarta eleição

No início de agosto, Lula afirmou que, se tudo correr como espera, poderá se tornar o primeiro presidente do Brasil a ser eleito quatro vezes. “Tem gente que acha que o governo já acabou e que estou só pensando em eleição. Eles não sabem o que estou planejando. Preparem-se: se tudo sair como espero, este país terá um presidente eleito quatro vezes”, disse.

Em julho do ano passado, ele admitiu considerar a reeleição para evitar o retorno da extrema-direita ao poder, mas ressaltou que a decisão dependeria de sua saúde. “A única razão para voltar a concorrer seria se a extrema-direita ameaçasse voltar ao governo. E, se eu estiver saudável, não vou deixar”, declarou.

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