
Lula leva comitiva de 100 pessoas a Nova York; passeio e corrida no Central Park marcam agenda
Viagem do governo custa pelo menos R$ 3,3 milhões e combina compromissos oficiais e momentos de lazer
A comitiva do governo Lula em Nova York, durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, reúne pelo menos 100 pessoas. Entre ministros, servidores públicos e empregados de empresas estatais, a viagem já custou pelo menos R$ 3,3 milhões em hotéis e transporte. Parte do grupo participa de eventos paralelos, como a Semana do Clima, organizada pela ONU.
Nem tudo, no entanto, é reunião e trabalho intenso. Alguns integrantes da comitiva compartilharam nas redes sociais momentos de lazer: passeios em ônibus panorâmicos pelo centro da cidade e corridas matinais no Central Park, ponto turístico emblemático de Manhattan.
A diretora de Políticas para Quilombolas e Ciganos, do Ministério da Igualdade Racial, mostrou um passeio pelo centro, incluindo locais como a Times Square. Já o secretário extraordinário de Controle dos Desmatamentos, André Rodolfo de Lima, publicou nas redes que correu 10 km no Central Park, marcando seu melhor tempo pessoal de uma hora e oito minutos. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a corrida ocorreu fora do expediente e não gerou custos extras ao governo, nem comprometeu a agenda oficial do secretário.
O número de integrantes da comitiva ainda é preliminar, considerando que não há informações públicas sobre o Escalão Avançado, responsável por preparar a viagem presidencial, nem sobre alguns servidores cujos nomes não foram divulgados.
Os gastos com hospedagem também são significativos: R$ 826 mil foram pagos ao hotel Omni Berkshire Place, próximo a pontos como o Rockefeller Center e o MoMA, e R$ 955,7 mil ao Hyatt Grand Central, no centro de Manhattan. Além disso, houve pagamento parcial de R$ 1,4 milhão para aluguel de veículos.
Apesar do tom de lazer nas postagens, a comitiva segue com compromissos oficiais relevantes, como debates internacionais sobre prevenção e combate a incêndios florestais, coordenados por André Lima, em painéis que incluem representantes da ONU, OMS e países do G7, preparando ações que serão formalizadas na COP30.