
Lula decreta fim do “Lulinha paz e amor” e diz que eleição será “guerra”
Presidente defende reação dura a fake news e foco na narrativa
Durante a celebração dos 46 anos do PT, em Salvador, Lula afirmou que a próxima eleição presidencial será uma “guerra” e anunciou o fim do “Lulinha paz e amor”. O presidente defendeu postura mais agressiva contra fake news e disse que a disputa envolverá a defesa da democracia.
O que aconteceu
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, neste sábado (7), que a próxima eleição presidencial terá caráter de “guerra” e que não manterá mais a postura conciliadora conhecida como “Lulinha paz e amor”. A fala ocorreu durante o evento que marcou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), realizado em Salvador, na Bahia.
Ao discursar para militantes e lideranças partidárias, Lula criticou o impacto das redes sociais no debate público, afirmando que elas têm causado mais prejuízos do que benefícios. Diante desse cenário, defendeu uma mudança de estratégia, com atuação mais firme no enfrentamento às fake news durante o período eleitoral.
Segundo o presidente, a militância não pode adotar uma postura passiva frente às mentiras disseminadas na campanha. Ele afirmou que os adversários agem de forma agressiva e que o partido precisa estar preparado para reagir. Para Lula, a disputa eleitoral vai além da comparação entre gestões e projetos políticos.
O presidente ressaltou que a eleição também envolve a defesa da democracia e alertou que o resultado não será definido apenas pelo histórico de governos. Na avaliação dele, a capacidade de comunicação e a construção de uma narrativa política consistente serão decisivas para o desempenho nas urnas.
“O que vai ganhar essas eleições é a nossa narrativa política”, afirmou Lula, ao pedir que aliados não subestimem os adversários. O evento contou com a presença de ministros e lideranças de partidos aliados, como PSB, PCdoB e Psol, e marcou o início formal da pré-campanha de Lula para as eleições presidenciais de 2026.