Lula, o “preocupado seletivo”: silêncio sobre Maduro, alarde sobre Trump

Lula, o “preocupado seletivo”: silêncio sobre Maduro, alarde sobre Trump

Presidente diz temer aparato militar dos EUA no Caribe, mas ignora execuções, abusos e ações violentas do regime venezuelano bem na fronteira brasileira

Durante entrevista após o G20, Lula voltou a demonstrar aquela preocupação que escolhe alvo — sempre um só. Ele disse estar “muito preocupado” com o aparato militar enviado pelos Estados Unidos ao Caribe e afirmou que pretende conversar com Donald Trump para evitar uma ação militar na Venezuela.

Curioso é que essa súbita inquietação não aparece quando o assunto é o aparato interno da Venezuela: os grupos paramilitares do regime de Nicolás Maduro, os traficantes operando livremente e até operações brutais do próprio Estado, com execuções e repressão severa. Nada disso parece tirar o sono do presidente brasileiro — mas basta a presença de navios americanos no Caribe para acender um alarme vermelho no Planalto.

“A mim, me preocupa muito” — mas só o que vem de Washington

Lula ressaltou que a América do Sul é “zona de paz”, sem armas nucleares, dedicada ao desenvolvimento. Falou do risco de uma guerra começar com “apenas um tiro” e defendeu que tudo seja resolvido antes de qualquer escalada militar.

A questão é: essa mesma preocupação simplesmente evapora quando a violência é comandada pelo regime venezuelano, aquele que ele sistematicamente defende, releva ou prefere não condenar.

Enquanto traficantes dominam regiões inteiras da fronteira e grupos armados aliados ao chavismo executam e reprimem civis, Lula finge que é tudo calmaria. Mas basta Trump mover um navio, e o discurso vira uma ode à paz mundial.

“O Brasil tem responsabilidade com a América do Sul”

Segundo Lula, por fazer fronteira com a Venezuela, o país deve atuar para evitar conflitos. Falou como se Brasília estivesse em posição de neutralidade — quando, na prática, o governo brasileiro tem sido um dos maiores blindadores internacionais do regime venezuelano.

Ao comentar a situação, o presidente repetiu que não gostaria de ver ações militares na América do Sul. Mas não faz qualquer ressalva ao fato de que, na Venezuela, quem mata, caça opositores, oprime comunidades e alimenta o tráfico não são os americanos — são os próprios aliados de Maduro.

A seletividade que todo mundo vê

Lula faz questão de subir o tom contra os EUA, mas suaviza ou ignora os abusos de um parceiro ideológico. Parece que sua noção de “zona de paz” só vale quando convém — porque para quem vive sob as forças do regime venezuelano, paz é exatamente o que não existe.

No fim das contas, o presidente brasileiro diz estar “muito preocupado”.
Mas o povo vê claramente com o que — e com quem — ele realmente se preocupa.

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