Lula, o “justiceiro conveniente”: fala de moral enquanto esquece as próprias condenações

Lula, o “justiceiro conveniente”: fala de moral enquanto esquece as próprias condenações

Presidente comenta prisão de Bolsonaro como se tivesse autoridade intocável — mesmo após ter sido condenado em três instâncias e salvo apenas por decisões posteriores

Lula reapareceu para falar da prisão de Jair Bolsonaro como se fosse o guardião da moralidade nacional. Em Joanesburgo, durante o G20, ele afirmou que “a Justiça tomou sua decisão” e que Bolsonaro teve “direito à presunção de inocência”. Tudo dito com a serenidade de quem parece esquecer — ou fingir esquecer — que ele próprio acumulou condenações em três instâncias da Justiça brasileira.

Fica difícil aceitar esse tom professoral vindo de alguém que passou anos dizendo que era perseguido, mesmo depois de ter sua culpa reconhecida por diversos tribunais. Quando Lula tenta bancar o juiz moral, soa como alguém que aponta o dedo com a mão ainda suja de processos e escândalos.

“Todo mundo sabe o que ele fez” — frase que volta como um bumerangue

Lula declarou que não comentaria a decisão do STF, mas não resistiu e soltou:
“Todo mundo sabe o que ele fez.”

Ironicamente, essa é exatamente a frase usada contra ele durante décadas, quando seus casos foram julgados em múltiplas instâncias, com provas, delações e dezenas de depoimentos.

É como se Lula estivesse descrevendo a si mesmo, mas tivesse esquecido de desligar o espelho.

A reação a Trump: soberania seletiva

Lula ainda criticou Donald Trump por achar “uma pena” a prisão de Bolsonaro. Disse que o republicano precisa lembrar que o Brasil é um país soberano e que o que se decide aqui “está decidido”.

Curioso, porque essa firmeza toda desaparece quando o assunto envolve regimes aliados, como Maduro na Venezuela ou ditaduras que Lula insiste em bajular.
Soberania, pelo visto, só serve para responder a Trump — para os amigos, passa pano.

O discurso do repúdio que falta a si mesmo

Enquanto comenta com frieza a prisão de Bolsonaro, Lula evita olhar para o próprio passado jurídico. Ele fala como se estivesse acima da Justiça, como se nunca tivesse sido réu, como se não tivesse sido condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em mais de um tribunal.

O presidente tenta soar imparcial, mas o passado o desmente.
E seu discurso contra Bolsonaro perde força justamente porque vem de quem vem.

No fim das contas…

Lula diz que não tem mais comentários a fazer.
Mas o país inteiro tem: difícil aceitar lição de moral de alguém que só saiu da prisão graças a manobras jurídicas e não por absolvição plena.

Enquanto o presidente finge superioridade, a sensação é de déjà vu:
quem teve o próprio histórico manchado não tem a menor autoridade para apontar o dedo para ninguém.

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