Lula pressiona ministros a reagirem na CPI do INSS

Lula pressiona ministros a reagirem na CPI do INSS

Presidente cobra ofensiva para conter desgaste do governo e evitar novos recuos diante da oposição

Em reunião no Palácio do Planalto nesta terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que não aceita passividade diante da CPI do INSS. Irritado com o fato de a oposição ter assumido a presidência e a relatoria da comissão, Lula exigiu que seus ministros abandonem a defensiva e passem ao ataque, principalmente o titular da Previdência, Wolney Queiroz, um dos convocados a prestar esclarecimentos.

Segundo relatos, Lula disse a Wolney para não se intimidar e usar a CPI como espaço para expor os fatos. O governo pretende insistir que as fraudes contra aposentados cresceram durante a gestão Bolsonaro e que foi justamente a atual administração quem desvendou o esquema, em abril deste ano. Até agora, 1,9 milhão dos 2,5 milhões de beneficiários prejudicados já receberam ressarcimento.

Blindagem política e acordos nos bastidores

Durante a sessão da CPI, aliados do governo negociaram com a oposição para evitar a convocação de Frei Chico, irmão de Lula. O entendimento inclui ampliar o escopo da investigação para alcançar também os anos do governo Dilma Rousseff. Em troca, a base governista garantiu a vice-presidência da comissão para Duarte Júnior (PSB-MA).

Com o acordo, convocações de nomes sensíveis só devem ocorrer mediante consenso, o que reduz a chance de desgaste direto a Lula. “Não vamos chamar ninguém sem provas claras de envolvimento, especialmente no campo político”, declarou o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Novo slogan e cobrança por mais presença nos estados

Na mesma reunião, o ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, apresentou o novo slogan da gestão: “Governo do Brasil / do lado do povo brasileiro”, substituindo o lema “União e Reconstrução”.

Lula reforçou que os ministros precisam atuar como defensores públicos do governo, não apenas de suas pastas. Já Rui Costa, ministro da Casa Civil, pediu que os colegas compareçam mais aos estados e comparem entregas com as do governo anterior.

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