
Lula quer acelerar ações sociais e energéticas ainda em junho
Presidente planeja lançar programas para reforma de casas, motos elétricas e gás gratuito para famílias pobres — e defende exploração de petróleo na Amazônia como estratégia para financiar a transição energética
Durante uma entrevista descontraída com o rapper Mano Brown, publicada nesta quinta-feira (19/6) no podcast Mano a Mano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que pretende tirar do papel, ainda em junho, três novos programas voltados à população de baixa renda.
“Quero lançar, neste mês, uma linha de crédito para ajudar as pessoas a reformarem suas casas, outra para financiar motos elétricas para entregadores, e ainda incluir o gás de cozinha na cesta básica para as famílias mais pobres”, afirmou Lula.
O presidente destacou o alto custo do botijão, que, segundo ele, sai da Petrobras por cerca de R$ 37, mas chega ao povo por até R$ 140. “Queremos encontrar uma forma de garantir esse gás de graça para até 18 milhões de famílias”, disse, sem entrar em detalhes sobre a fonte dos recursos.
“O povo no ponto de bala”
Lula sinalizou que esses programas fazem parte de um esforço maior de reconectar o governo com a base popular. “Quando essas medidas estiverem em pleno funcionamento, ainda este ano, acredito que o povo estará com a gente — preparado para não deixar o Brasil voltar ao retrocesso.”
A fala vem no momento em que o presidente enfrenta queda nas pesquisas de aprovação, o que ele atribui à demora nas entregas e a heranças problemáticas deixadas pelo governo anterior.
Exploração de petróleo: uma riqueza estratégica
No mesmo bate-papo, Lula também fez questão de defender com veemência a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na região da Foz do Amazonas, tema que tem causado controvérsias entre ambientalistas.
“Não podemos abrir mão dessa riqueza”, disse, reforçando o compromisso de que qualquer atividade será feita com cuidado ambiental. “Precisamos desse petróleo para investir na nossa transição energética.”
Segundo ele, negar a exploração enquanto países vizinhos como Guiana e Suriname avançam na mesma área — em águas internacionais — é abdicar de uma oportunidade estratégica. “Vamos usar essa riqueza para gerar outra: energia limpa e desenvolvimento sustentável. O Brasil continua firme na meta de desmatamento zero até 2030.”