STF avalia reforço na segurança da residência de Bolsonaro

STF avalia reforço na segurança da residência de Bolsonaro

Ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília; PGR recomenda monitoramento contínuo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode determinar a qualquer momento um reforço na segurança da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília desde 4 de agosto.

A recomendação partiu da Procuradoria-Geral da República (PGR), que enviou um parecer ao Supremo sugerindo que equipes da Polícia Federal mantenham vigilância constante na casa de Bolsonaro, localizada em um condomínio do Jardim Botânico. O objetivo é garantir o cumprimento das medidas impostas, sem interferir na convivência com vizinhos ou invadir o espaço residencial.

O pedido de reforço foi feito pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, que apontou um “risco concreto de fuga”, destacando a proximidade da residência de Bolsonaro à Embaixada dos Estados Unidos, a cerca de 10 quilômetros de distância.

Documentos da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado mostram que Bolsonaro chegou a considerar solicitar asilo político na Argentina, conforme arquivo encontrado em seu celular datado de fevereiro de 2024.

Desde o início da prisão domiciliar, Bolsonaro está proibido de manter contato com autoridades estrangeiras, deixar a residência, receber visitas, interagir com investigados na ação e utilizar redes sociais. Moraes aguarda parecer da PGR para avaliar se o ex-presidente descumpriu essas regras, o que poderia levar à decretação de prisão preventiva.

O cenário reforça a vigilância sobre o ex-presidente em Brasília, enquanto o STF e a Polícia Federal mantêm atenção máxima às medidas de segurança e cumprimento da lei.

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