Lula se reúne com ministros após megaoperação letal no Rio

Lula se reúne com ministros após megaoperação letal no Rio

Enquanto favelas registram dezenas de mortos, governo federal parece mais preocupado em discutir do que agir

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira (29/10) com ministros e aliados no Palácio da Alvorada, um dia depois da megaoperação no Rio de Janeiro que deixou dezenas de mortos. A ação nos complexos do Alemão e da Penha mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil, Militar e unidades especiais, na tentativa de conter o avanço do Comando Vermelho, mas acabou se tornando a mais letal da história do estado.

Participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Rui Costa (Casa Civil), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), José Múcio Monteiro (Defesa), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Comunicação), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos). Também estiveram presentes o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ex-deputado Marcelo Freixo, presidente da Embratur.

Enquanto a burocracia federal se organiza para discutir medidas, a realidade nas favelas é de terror: moradores empilharam corpos na Praça São Lucas, na Penha, e, até a manhã desta quarta, 70 cadáveres haviam sido recolhidos. O governo do Rio confirmou 64 mortes, entre civis e quatro policiais.

Em nota, a Polícia Militar afirmou que está apurando as circunstâncias dos corpos encontrados, mas a sensação de desamparo é geral. Lula, que retornou da Ásia na noite de terça-feira, só tomou conhecimento da operação ao pousar no país e manteve contato telefônico com o ministro Rui Costa. Uma comitiva federal está prevista para viajar ao Rio para “discutir a crise”, deixando claro que, mais uma vez, o governo prefere debates protocolares a ações efetivas para proteger a população.

O cenário reforça o repúdio da sociedade: enquanto o crime continua avançando e vidas são ceifadas, o governo federal parece mais preocupado em se mostrar envolvido do que em enfrentar a violência que assola o estado.

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