“Lula segue imbatível — até as pesquisas confiam mais nele do que o comércio quebrado”**

“Lula segue imbatível — até as pesquisas confiam mais nele do que o comércio quebrado”**

Mesmo com a economia patinando, dívidas crescendo e o País rangendo por todos os lados, Lula ainda nada de braçada nas pesquisas de 2026 — e deixa Bolsonaro e companhia comendo poeira.**

A nova rodada da Pesquisa CNT apareceu como quem joga um balde de água fria em quem ainda sonhava com uma virada: Lula, com toda a crise batendo na porta, continua liderando com folga. É quase poético — enquanto comércio fecha, a confiança na economia desce ladeira abaixo e a dívida do País estoura como panela de pressão, o presidente aparece navegando tranquilo nas intenções de voto.

Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira, 25, o petista marca 38,8% no cenário principal. Atrás dele, Bolsonaro — preso, inelegível e ainda tentando entender onde tudo deu errado — surge com 27%. Ciro Gomes, aquele eterno terceiro colocado, aparece com 9,6%, firme na sua tradição de ficar no meio do caminho.

A pesquisa considerou quatro cenários e Lula lidera em todos. É quase como se o eleitor olhasse para o rombo fiscal, para os juros, para o comércio agonizando… e ainda dissesse: “É isso aí mesmo, segue o baile”.

No comparativo com o levantamento anterior, Lula ainda ampliou vantagem sobre Bolsonaro. Ironias do destino: o principal adversário está fora do jogo por decisão judicial e passou o fim de semana sendo levado pela Polícia Federal. Ainda assim, a pesquisa fez questão de incluí-lo — e Lula continuou na frente, com margem confortável.

Nos demais cenários, o roteiro se repete. Contra Tarcísio de Freitas, Lula dispara para 42%. Contra Eduardo Bolsonaro, fica com 42,7%. E contra Michelle Bolsonaro, mantém os mesmos 42,7%. Parece até teste de estresse político: muda o adversário, mas a liderança continua lá, intacta.

Foram 2.002 entrevistas presenciais realizadas em todas as regiões do País, com margem de erro de 2,2 pontos. Branco e nulo seguem no tradicional “não quero ninguém”, enquanto cerca de 3% simplesmente não sabem em quem votar — provavelmente porque estão ocupados tentando sobreviver ao caos econômico.

No fim das contas, o cenário é aquele velho conhecido: o Brasil quebrando de um lado, mas Lula sobrando nas pesquisas do outro. Ironia? Não. Apenas mais um capítulo do nosso enredo político absolutamente imprevisível — ou previsível demais.

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