
PoderData diz que Lula “empata” com Bolsonaro… e o Brasil segue afundando do mesmo jeito
Pesquisa aponta que 40% acham o governo Lula melhor, 39% pior — mas, na vida real, o povo só vê tudo caro e tudo ruim
Mais uma pesquisa saiu e, como sempre, parece que o Brasil vive em dois mundos: o das estatísticas e o da feira.
De acordo com um levantamento do PoderData, divulgado nesta quarta-feira (28), 40% dos brasileiros dizem que o governo Lula é melhor do que o de Bolsonaro, enquanto 39% afirmam que é pior. Ou seja: praticamente um empate técnico, aquele tipo de resultado que sempre dá pra encaixar em qualquer manchete — “Lula melhora”, “Lula piora”, “tá igual”, “tá diferente”… depende só do ângulo.
Outros 20% dizem que os dois governos são iguais, e 1% não soube responder.
Agora, cá entre nós: quem é que tá vivendo essa “diferença” no bolso? Porque o brasileiro acorda, paga conta, olha o preço do arroz, da carne, do gás, do remédio… e a sensação é uma só: tá tudo caro, tudo difícil e ninguém resolve nada.
Lula caiu na comparação
O dado que chama atenção é que a “vantagem” do governo Lula nessa comparação caiu desde o início do mandato. Em abril de 2023, 46% achavam Lula melhor que Bolsonaro. Agora, esse número despencou para 40%, uma queda de 6 pontos percentuais.
Do outro lado, quem considera o governo Lula pior que o anterior era 36% em 2023, e agora subiu para 39%.
Ou seja: com o tempo passando, a paciência do povo vai junto.
Pesquisa registrada? Não. Mas o barulho é o mesmo
O levantamento ouviu 2.500 pessoas por telefone, entre os dias 24 e 26 de janeiro, com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Mesmo sendo ano eleitoral, a pesquisa não foi registrada no TSE, porque não trata diretamente de intenção de voto.
Mas a pergunta que fica é: pra que serve esse tipo de “termômetro” se a realidade do país tá fervendo?
Porque, no fim das contas, tem pesquisa pra tudo:
- Lula “ganha” em uma,
- Lula “empata” em outra,
- Lula “lidera” em outra,
- Lula “perde” em outra…
E o povo? Continua liderando mesmo é no ranking de cansaço, conta atrasada e indignação.
Enquanto isso, o Brasil real vai seguindo daquele jeito: um país onde a propaganda diz uma coisa, mas o mercado e o salário contam outra história.