Lula sonha com o tetra, mas o Brasil vive o pesadelo do replay

Lula sonha com o tetra, mas o Brasil vive o pesadelo do replay

Entre o caos no Congresso, o rombo no INSS, novos impostos e comida cada vez mais cara, presidente já ensaia discurso para 2026

Enquanto o brasileiro tenta sobreviver aos preços do supermercado, às contas mais salgadas e a um governo atolado em escândalos e impostos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está preocupado mesmo é com 2026. Nesta sexta-feira (4), em evento da Petrobras no Rio de Janeiro, ele revelou sua mais nova ambição: ser eleito presidente pela quarta vez.

“Tem gente achando que o governo já acabou, que é hora de pensar em eleição. Eles não sabem o que eu estou pensando. Se tudo correr como estou imaginando, o Brasil vai ter o primeiro presidente eleito quatro vezes pelo povo”, disse Lula, como quem ignora o desgaste da própria gestão, as vaias nas ruas e a impaciência até entre aliados.

O discurso, claro, veio com cenário de palanque: um evento de R$ 33 bilhões prometidos para o setor petroquímico. Mais empregos, mais promessas. Faltou só combinar com o país real, onde o que cresce mesmo é o preço do arroz, do feijão e do gás.

No melhor estilo “quem manda aqui sou eu”, Lula tentou minimizar a tensão entre o Planalto e o Congresso, que explodiu após a tentativa do governo de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) por decreto — uma jogada derrubada em tempo recorde por deputados e senadores. O presidente então apelou: foi ao STF tentar salvar a medida, porque o diálogo com o Legislativo já não resolve mais.

“Não quero nervosismo”, disse Lula, como se a população já não estivesse no limite. “Divergência é boa, porque obriga a conversar.” O problema é que, no Brasil de 2025, ninguém mais quer só conversa: querem solução. E o que se tem visto é o contrário — uma Previdência sendo sangrada, impostos saindo do forno e um governo que, em vez de governar, parece planejar eleição.

Mesmo assim, Lula continua mirando o topo do pódio, como se o país inteiro vivesse em clima de festa. Só esqueceu de avisar que, do lado de cá, a comemoração virou desespero — e a ideia de quatro mandatos começa a soar mais como ameaça do que como sonho democrático.

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