Lula vira guia turístico improvisado e explica ao chanceler alemão como “sentir” Belém

Lula vira guia turístico improvisado e explica ao chanceler alemão como “sentir” Belém

Entre maniçoba e carimbó, o presidente transforma crítica internacional em lição de “experiência política” com um toque de ironia tropical

Durante o G20 em Joanesburgo, Lula decidiu adotar um tom meio professoral, meio debochado ao comentar a crítica do chanceler alemão Friedrich Merz sobre Belém, cidade que sediou a COP30. Para o presidente, o alemão falou mal porque, na prática, veio ao Brasil — mas deixou a cabeça estacionada em Berlim.

Segundo Lula, Merz não teve “experiência política” suficiente para entender Belém de verdade. E aí o presidente resolveu caprichar na ironia:

Disse que o alemão provavelmente não saiu à noite, não provou maniçoba, não experimentou um filhote e muito menos dançou carimbó. Ou seja: veio, viu pouco e reclamou muito.

Em seguida, Lula fez aquela comparação gastronômica que adora. Explicou que, quando ele vai à Alemanha, se joga sem vergonha no chucrute, no joelho de porco, nas linguiças das carrocinhas — porque, segundo ele, viajar é mergulhar no lugar, não tentar achar feijoada na esquina de Berlim.

O presidente contou que expôs essa teoria culinária-diplomática diretamente a Merz durante a reunião bilateral. E completou com uma pontada de ironia bem afiada: na próxima visita ao Brasil, quem sabe o chanceler consegue “aprender a gostar do Brasil de verdade”.

No fim das contas, Lula transformou uma crítica internacional em uma espécie de aula improvisada de turismo amazônico, com pitadas generosas de humor — e aquele toque sutil de provocação que ele nunca deixa faltar.

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