Lula, o “bom moço” do G20, distribuindo virtudes enquanto finge esquecer o próprio passado

Lula, o “bom moço” do G20, distribuindo virtudes enquanto finge esquecer o próprio passado

Entre tapinhas nas costas e discursos edificantes, o presidente posa de estadista enquanto comenta a prisão de Bolsonaro com a serenidade de quem nunca pisou numa cela

No palco internacional do G20, em Joanesburgo, Lula resolveu vestir sua melhor fantasia: a de “homem sereno, justo e imparcial”, aquele que fala manso, sorri para as câmeras e tenta convencer o planeta de que agora é exemplo de virtude. A imprensa perguntou sobre a prisão preventiva de Jair Bolsonaro — e Lula, claro, adotou o tom professoral, como se estivesse acima da briga.

Com a maior naturalidade do mundo, ele disse que “não comenta decisões da Suprema Corte” e que Bolsonaro “teve presunção de inocência e dois anos e meio de investigação”. Tudo dito com aquele charme de quem tenta se colocar como o adulto responsável da sala. Depois fechou o pacote com a frase que virou manchete: “Todo mundo sabe o que ele fez.”

Ironia maior impossível: justamente ele, que seis anos atrás estava preso, hoje distribui lições de moral — e diante de líderes mundiais. Um verdadeiro espetáculo de reconstrução de imagem.

E, para completar, ainda garantiu que isso não prejudica sua relação com Donald Trump. Afinal, segundo Lula, o Brasil é um país soberano — soberano o suficiente para ele posar de juiz enquanto se esquiva de qualquer responsabilidade sobre o clima político que alimenta.

No fim, o presidente saiu como entrou: fazendo pose de bom moço, como se fosse uma alma pura apenas reagindo aos fatos, enquanto o país observa mais um capítulo da novela política onde cada ator tenta parecer menos culpado que o outro.

A performance no G20 deixou claro: Lula pode até tentar se passar por um homem acima das disputas, mas o script irônico da história insiste em lembrá-lo — e a todos nós — de que ninguém ali é exatamente inocente.

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