Lula volta a Pernambuco cercado por disputa entre aliados

Lula volta a Pernambuco cercado por disputa entre aliados

Presidente inaugura obras enquanto aliados travam batalha silenciosa pelas vagas ao Senado em 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca em Pernambuco na próxima terça-feira (2/12) para entregar obras hídricas e anunciar novas intervenções no estado onde nasceu. Mas, por trás da agenda oficial, há um jogo político pesado envolvendo aliados que disputam espaço na chapa ao Senado para 2026 — e todos querem a bênção do petista.

Pernambuco deu a Lula 66,9% dos votos em 2022, e agora o estado vive uma corrida antecipada por duas vagas no Senado. Na base governista, ao menos quatro nomes se colocam na largada: o senador Humberto Costa (PT), a ex-deputada Marília Arraes (Solidariedade), o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) e a ex-deputada Jô Cavalcanti (PSOL).

E a lista cresce. De partidos de centro — todos mantendo boa relação com o presidente — surgem outros pré-candidatos: o senador Fernando Dueire (MDB), o ex-senador Armando Monteiro (Podemos) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União). Cada um tenta se posicionar melhor enquanto Lula observa, sem revelar preferências.

Um ator decisivo nessa equação é João Campos (PSB), prefeito do Recife e forte aliado de Lula. Candidato ao governo do estado em 2026, Campos pode influenciar diretamente a composição da chapa — e tende a priorizar nomes de seu círculo, mesmo que não sejam os favoritos do PT.

Enquanto gerencia esse tabuleiro político, Lula também lida com outra disputa: a presidência do Banco do Nordeste. A cadeira está vazia desde a saída de Paulo Câmara, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pressiona por um nome de sua confiança.

A agenda no estado

Durante a visita, Lula inaugura a Barragem Panelas II, no município de Cupira, dentro do programa Caminho das Águas, destinado a ampliar o abastecimento no Nordeste. Ele também anunciará a retomada das obras da Barragem de Igarapeba, em São Benedito do Sul.

As duas estruturas integram o conjunto de obras para garantir segurança hídrica na Zona da Mata Sul, protegendo áreas vulneráveis de enchentes e assegurando regularidade no fornecimento de água.

Entre inaugurações e discursos, Lula terá que navegar com cuidado entre aliados ansiosos por definição — todos à espera de um aceno do presidente que, por enquanto, segue guardado a sete chaves.

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