Maduro dá calote no Brasil e ainda cobra imposto: presente de grego para o amigo Lula

Maduro dá calote no Brasil e ainda cobra imposto: presente de grego para o amigo Lula

Sem avisar, Venezuela rasga acordo com o Brasil, taxa produtos de Roraima em até 77% e deixa governo Lula de calças curtas diante do “companheiro” chavista

Sem sequer mandar um zap ou uma notinha diplomática, o ditador venezuelano Nicolás Maduro resolveu mostrar que amizade ideológica não enche os cofres do Estado. De forma sorrateira, a Venezuela começou a cobrar impostos salgados — de 15% a até 77% — sobre produtos brasileiros que, segundo o Acordo de Complementação Econômica vigente desde 2014, deveriam estar isentos.

Sim, você leu certo: o mesmo Maduro que já foi recebido com tapete vermelho e afagos no Palácio do Planalto agora impõe tarifas sobre farinha, cacau e até margarina de Roraima, o estado brasileiro mais afetado por esse “gelo bolivariano”. Em 2024, Roraima exportou quase R$ 800 milhões para o país vizinho — tudo dentro da legalidade do acordo. Mas parece que o acordo, assim como promessas eleitorais, foi rasgado sem cerimônia.

A dúvida agora é: foi erro de sistema ou golpe diplomático?
O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Venezuela, Eduardo Ostreicher, tenta manter a diplomacia em pé e suspeita de duas hipóteses: ou o governo de Maduro resolveu, do nada, tributar o Mercosul inteiro, ou o sistema de cobrança deu pau. Enquanto isso, a carta de reclamação à embaixada brasileira em Caracas está sendo preparada com todo cuidado, como se o problema fosse apenas técnico — e não político.

A Fier (Federação das Indústrias de Roraima) também entrou na dança e já está em modo “investigação”. Estão apurando se a Venezuela parou de aceitar os certificados de origem dos produtos brasileiros ou se foi só um “erro de digitação bolivariano”. Spoiler: se isso for só um bug no sistema, então o Windows da ditadura precisa urgente de atualização.

O Ministério do Desenvolvimento confirmou o que todo mundo já sabia: os exportadores brasileiros estão sendo prejudicados e sim, a embaixada em Caracas já foi acionada. Enquanto isso, o Itamaraty preferiu o silêncio — talvez por constrangimento de ver um parceiro ideológico tratando o Brasil como freguês de segunda categoria.

Conclusão?
O “companheiro Maduro” deu um belo golpe tributário no Brasil e deixou o governo Lula em maus lençóis. Fica a lição: em política internacional, nem todo abraço é sinal de amizade — às vezes, é só o aperto antes da facada fiscal.

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