Luxo, Armas e Suspeitas: Suplente de Alcolumbre na Mira da PF por Fraudes no DNIT

Luxo, Armas e Suspeitas: Suplente de Alcolumbre na Mira da PF por Fraudes no DNIT

Polícia Federal deflagra operação que apreende Porsches, fuzil, obras de arte e milhões em bens ligados ao segundo suplente do senador

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), realizou uma megaoperação que revelou um verdadeiro acervo de luxo: três carros Porsche, um fuzil calibre .556, joias, relógios de alto valor e obras de arte de renomados artistas brasileiros como Guignard e Portinari. As apreensões ocorreram no âmbito da operação Route 156, que investiga um esquema milionário de desvios de recursos no DNIT do Amapá.

Entre os alvos da ação está o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Com ele, a PF encontrou três pistolas, um fuzil e cerca de 250 munições — ele é registrado como CAC (caçador, atirador e colecionador), mas terá o registro cassado. As armas estavam em sua posse, enquanto os carros de luxo e os objetos valiosos foram encontrados em um imóvel de Nova Lima (MG).

A investigação aponta que Breno, por meio da empresa LB Construções e outras ligadas a ele, teria participado de fraudes em ao menos quatro licitações públicas relacionadas à manutenção da BR-156. O grupo sob investigação simulava concorrência com propostas fictícias e usava cláusulas nos editais para restringir a competição. O valor total dos contratos sob suspeita chega a R$ 60 milhões.

Além dos mandados de busca, autorizados em quatro estados (Amapá, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Amazonas), a Justiça também determinou o bloqueio de R$ 8 milhões.

Alcolumbre tenta se desvincular

Procurado, o senador Davi Alcolumbre se disse alheio à atividade empresarial de seu suplente e declarou, por meio de sua assessoria, que respeita as instituições e defende o devido processo legal. Já o DNIT afirmou colaborar com as investigações e repudiar qualquer prática ilícita, destacando sua política interna de combate à corrupção.

A operação Route 156 escancara mais um capítulo do enredo recorrente de superfaturamento e favorecimentos em contratos públicos no Brasil, desta vez com personagens muito próximos do centro do poder no Congresso Nacional.

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