
Maduro na mira dos EUA: Washington oferece US$ 25 milhões por sua captura
Presidente venezuelano é acusado de chefiar cartel de narcotráfico com status de organização terrorista; valor da recompensa equivale a cerca de R$ 140 milhões
O governo dos Estados Unidos colocou um preço alto pela cabeça de Nicolás Maduro: US$ 25 milhões (cerca de R$ 140 milhões) é o valor oferecido por informações que levem à prisão do presidente da Venezuela. Acusado de comandar um cartel de drogas com ligações internacionais, Maduro é descrito por autoridades americanas como líder de uma organização criminosa com status de grupo terrorista.
O cartaz com o rosto de Maduro e as acusações foi divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA nesta segunda-feira (28), exatamente um ano após sua reeleição num pleito amplamente questionado por falta de transparência. Para os americanos, o líder venezuelano não é apenas um ditador — é também um narcoterrorista.
O que pesa contra Maduro?
Segundo as autoridades dos EUA, Maduro chefia o Cartel de Los Soles, acusado de traficar toneladas de cocaína para o território americano e de corromper instituições do Estado venezuelano — como o Exército, a Justiça e a inteligência — para garantir a operação do esquema. Além disso, ele é acusado de facilitar a atuação de outros cartéis violentos, como o Tren de Aragua, originado na Venezuela, e o Cartel de Sinaloa, do México.
As acusações incluem:
- Conspiração para o narcoterrorismo
- Tráfico internacional de cocaína
- Uso de armas e explosivos para apoiar atividades criminosas
Não é só ele
Além de Maduro, os EUA também oferecem recompensas milionárias por outros dois altos membros do regime venezuelano:
- Diosdado Cabello Rondón (ministro do Interior e número dois do chavismo): US$ 25 milhões
- Vladimir Padrino López (ministro da Defesa): US$ 15 milhões
Acusações políticas e interesses geopolíticos
Embora os EUA justifiquem as acusações com base na segurança nacional, analistas veem motivação política na ofensiva contra Maduro, especialmente porque o governo americano não reconhece sua legitimidade como presidente. A eleição de 2024, vencida sob fortes denúncias de fraude, apenas aprofundou o isolamento diplomático do regime.
Com apoio de países como Rússia, China e Irã, Maduro ainda mantém margem de manobra internacional, mesmo sendo alvo de sanções e da vigilância americana. Sua permanência no poder desde 2013 é marcada por repressão interna, perseguição a opositores e manipulação das instituições públicas.
Uma recompensa que diz muito
O valor da recompensa por Maduro (US$ 25 milhões) é simbólico: representa a tentativa dos EUA de enfraquecer um governo que considera ditatorial e perigoso. Mas, para muitos especialistas, a medida é mais um gesto político do que uma ação com resultados práticos imediatos — afinal, Maduro ainda controla todo o aparato estatal da Venezuela.
Destaque de valor em negrito:
👉 Recompensa de US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 140 milhões) por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro.