Mal-estar faz Bolsonaro sair às pressas de evento e cancelar compromissos em Goiás

Mal-estar faz Bolsonaro sair às pressas de evento e cancelar compromissos em Goiás

Com histórico de problemas intestinais, ex-presidente sente-se mal em frigorífico, interrompe agenda e volta para Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) precisou interromper sua agenda em Goiás nesta sexta-feira (20), após sentir-se mal durante um evento realizado em um frigorífico de Goiânia. Segundo pessoas próximas, ele se queixou de uma indisposição estomacal e permaneceu apenas cerca de 20 minutos no local, sem conseguir discursar ou almoçar com os convidados, como estava previsto.

Antes de deixar o espaço, Bolsonaro ainda entregou um capacete ao empresário Leandro Batista, dono da churrascaria e apoiador político, e, em seguida, foi levado de volta para Brasília. Até o momento, não há boletim médico oficial sobre o estado de saúde do ex-presidente.

A ausência dele foi sentida também em Anápolis (GO), onde receberia, ainda nesta manhã, a Medalha de Honra ao Mérito em uma cerimônia no Teatro São Francisco. O prefeito da cidade, Márcio Corrêa (PL), foi quem comunicou o cancelamento:

“Fomos informados que o presidente passou mal em Goiânia e já está a caminho de Brasília”, disse durante o evento, desejando melhoras publicamente.

Sintomas persistem desde o feriado

Na quinta-feira (19), durante o feriado de Corpus Christi, Bolsonaro já havia relatado episódios de vômito enquanto cumpria compromissos públicos em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Durante um discurso na Câmara Municipal, chegou a interromper sua fala após um arroto e comentou:

“Desculpe aqui, porque eu estou muito mal. Eu vomito dez vezes por dia, talvez. Talvez desça a primeira daqui a pouco.”

Problemas de saúde recorrentes

Desde o atentado com faca em 2018, Bolsonaro enfrenta complicações intestinais recorrentes. Em abril deste ano, ele passou por mais uma cirurgia no abdômen em um hospital privado de Brasília para tratar uma obstrução intestinal e reconstruir a parede abdominal. O procedimento resultou em uma internação de 23 dias.

Na ocasião, os médicos orientaram que ele evitasse compromissos públicos, viagens longas e atividades que exigissem esforço físico — recomendações que agora voltam ao centro das atenções diante do agravamento dos sintomas.

O mal-estar reacende preocupações sobre a saúde do ex-presidente, que já teve outras internações emergenciais nos últimos anos em decorrência de complicações digestivas. A equipe médica ainda não divulgou se ele voltará a ser internado ou se será mantido em observação domiciliar.

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