Maquiagem paga com dinheiro público? Deputada Erika Hilton transforma gabinete em camarim de luxo

Maquiagem paga com dinheiro público? Deputada Erika Hilton transforma gabinete em camarim de luxo

Enquanto o brasileiro aperta o cinto, assessores da parlamentar do PSOL ganham até R$ 9,6 mil para cuidar do visual da deputada

Parece piada, mas é dinheiro público: a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) resolveu inovar — e transformar seu gabinete em um verdadeiro camarim de celebridade. Com salários que chegam a quase R$ 10 mil por mês, dois maquiadores foram oficialmente contratados como “secretários parlamentares” da Câmara dos Deputados. Isso mesmo: maquiadores com crachá funcional e tudo, pagos com o seu, o meu, o nosso dinheiro.

Os escolhidos são Ronaldo Hass e Indy Montiel, que, além de darem aquele retoque no blush da deputada, agora têm status de assessores parlamentares. Pelas redes sociais, a dupla desfila os bastidores das produções de Erika, como em ensaios de escola de samba ou eventos com o presidente da República. Um deles, aliás, ganha mais que muito professor ou enfermeiro neste país.

Pelo que manda o regimento da Câmara, secretários parlamentares deveriam cuidar de projetos de lei, atendimento ao eleitor, reuniões de comissões… Mas, ao que tudo indica, por aqui basta um bom pó compacto e uma sombra bem aplicada para fazer parte do alto escalão do funcionalismo.

Como se não bastasse, um dos maquiadores acompanha Hilton em viagens internacionais — como a recente passagem por Paris e Lisboa, com tudo pago por “convite institucional”. E enquanto os serviços públicos brasileiros enfrentam cortes e precarização, a beleza da parlamentar segue impecável — bancada por você.

A esquerda que tanto diz lutar contra privilégios parece ter descoberto uma forma criativa de reinventá-los: com glitter, batom e muita verba pública.

A assessoria da deputada foi procurada, mas até o momento não explicou como a maquiagem contribui para a formulação de políticas públicas. Fica a dúvida: quantos pincéis cabem dentro do orçamento da moralidade?

Fonte e Créditos: Metrópoles

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