
Marina Silva celebra vetos de Lula ao projeto do licenciamento ambiental e denuncia aumento abusivo de preços na COP30
Ministra do Meio Ambiente destaca avanços na preservação ambiental após veto de 63 pontos na lei, mas alerta para “extorsão” nos custos de hospedagem em Belém, palco da próxima Cúpula do Clima
No último sábado (9), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, fez questão de reconhecer o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao vetar 63 trechos do projeto que flexibilizava o licenciamento ambiental. Segundo Marina, esses vetos foram essenciais para garantir a proteção das regras ambientais, evitando retrocessos e assegurando que o licenciamento continue firme em sua missão de preservar o meio ambiente.
Durante um evento com jovens no Sesc Pinheiros, em São Paulo, ela explicou que o objetivo desses vetos foi manter a integridade jurídica do licenciamento ambiental, algo defendido com empenho pela sua equipe. Apesar da pressão popular para um veto total ao texto, apelidado por muitos de “PL da Devastação”, a ministra acredita que o compromisso entre o Executivo e o Legislativo resultou em um texto mais equilibrado.
Marina ainda ressaltou que, embora alguns pontos polêmicos tenham sido mantidos — como a criação da Licença Ambiental Especial, que visa acelerar projetos estratégicos —, o processo continuará rigoroso e faseado, com análise criteriosa em cada etapa para evitar prejuízos ao meio ambiente.
Além do tema ambiental, a ministra não poupou críticas à alta descontrolada nos preços dos hotéis em Belém, cidade que sediará a COP30 em novembro. Para ela, o aumento abusivo das tarifas representa uma verdadeira “extorsão” e desrespeita o espírito da conferência, que deveria ser uma oportunidade para diálogo e soluções urgentes à crise climática, não para lucro fácil.
Marina também destacou o esforço conjunto do governo federal, estadual e da organização da COP para garantir hospedagens acessíveis para as delegações de países em desenvolvimento, mas reforçou que ainda há muito a ser feito para que o evento seja justo e inclusivo.