
đ° Em ano de eleição, governo Lula dobra gastos com propaganda digital e usa influenciadores pagos para tentar âfidelizarâ o pĂșblico
đ± Enquanto o paĂs enfrenta inflação e escĂąndalos, o Planalto injeta milhĂ”es em campanhas online e aposta em rostos populares da internet para melhorar sua imagem
Em pleno ano prĂ©-eleitoral, o governo Lula decidiu abrir o cofre da propaganda â e com força. A Secretaria de Comunicação da PresidĂȘncia da RepĂșblica (Secom) mais do que dobrou os gastos com publicidade na internet: foram R$ 69 milhĂ”es desde janeiro, um aumento de 110% em relação aos R$ 33 milhĂ”es do mesmo perĂodo de 2024.
O objetivo declarado? âFurar a bolha petistaâ. Mas, na prĂĄtica, a estratĂ©gia soa mais como uma tentativa desesperada de resgatar popularidade diante de crises que se acumulam â da alta dos alimentos ao caos no INSS.
Sob o comando de SidĂŽnio Palmeira, que assumiu a Secom neste ano, o governo passou a destinar 25% de todo o orçamento de propaganda para a internet, o dobro do percentual da gestĂŁo anterior, de Paulo Pimenta. A nova aposta Ă© usar influenciadores de mĂ©dio alcance, pagos em mĂ©dia com R$ 20 mil por campanha, para tentar dialogar com pĂșblicos fora da base lulista tradicional.
Entre os escolhidos, nomes curiosos chamam atenção â como o apresentador JoĂŁo KlĂ©ber, famoso pelo quadro âTeste de Fidelidadeâ, que agora estrela vĂdeos nas redes perguntando a populares se âsĂŁo fiĂ©is ao Brasilâ. Um sĂmbolo involuntĂĄrio de ironia em tempos de promessas nĂŁo cumpridas.
Enquanto isso, influenciadores como Laura Sabino, de perfil alinhado Ă esquerda, reforçam o discurso petista em outras frentes. Tudo cuidadosamente filtrado e aprovado pelo PalĂĄcio do Planalto, que supervisiona as escolhas feitas pelas agĂȘncias contratadas.
A expansĂŁo dos gastos tambĂ©m atingiu o cinema, cuja verba saltou de R$ 1,1 milhĂŁo para R$ 2,1 milhĂ”es â coincidindo com o Oscar do filme Ainda Estou Aqui, que rendeu atĂ© uma ligação de parabĂ©ns do presidente Lula ao diretor Walter Salles.
O que chama atenção é o contraste: enquanto milhÔes são destinados para limpar a imagem do governo nas redes, o cidadão comum enfrenta filas interminåveis, impostos sufocantes e uma inflação que insiste em corroer o bolso.
Em vez de fidelizar influenciadores, talvez o governo devesse tentar reconquistar a fidelidade de quem realmente importa: o povo brasileiro, cansado de discursos ensaiados e promessas vendidas como publicidade.