Michelle aponta falhas e versões conflitantes sobre atendimento a Bolsonaro após queda

Michelle aponta falhas e versões conflitantes sobre atendimento a Bolsonaro após queda

Ex-primeira-dama questiona rapidez do socorro e afirma que ex-presidente não deveria permanecer isolado diante do quadro de saúde

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (7) que há inconsistências nas informações oficiais sobre o atendimento prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro após a queda sofrida na cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo ela, ainda não está claro o momento exato do acidente nem as circunstâncias em que ocorreu.

Michelle relatou que o marido não conseguiu explicar como caiu e sequer se lembrava do ocorrido. “Não sabemos se ele estava dormindo, se levantou ainda sonolento para ir ao banheiro ou se tropeçou na volta. Existe um desnível entre o quarto e o banheiro, mas não dá para afirmar o que aconteceu”, disse.

Ela destacou que Bolsonaro passa a maior parte do tempo deitado, com pouca interação, o que, segundo ela, compromete sua condição física e mental. A ex-primeira-dama afirmou ainda que o ex-presidente pode não ter acionado ajuda por não estar plenamente orientado no momento do acidente, inclusive sem recordar se havia um sistema para chamar os agentes.

Outro ponto levantado por Michelle foi a divergência entre os relatos do perito, do médico da superintendência e do delegado responsável, especialmente em relação ao horário em que a cela foi aberta e quando o atendimento médico teve início. Para ela, o episódio evidencia falhas no socorro em situações de emergência dentro do sistema prisional. “A própria Lei de Execução Penal mostra que não há agilidade suficiente quando acontece algo grave”, afirmou.

Michelle também descreveu Bolsonaro como apático após a queda, incapaz de relatar o ocorrido. Ao final, voltou a defender que o marido cumpra prisão domiciliar. “Ele não deveria estar em uma solitária, aos 70 anos, com diversos problemas de saúde que exigem controle rigoroso, tanto da alimentação quanto da medicação. O lugar dele é em casa”, declarou.

Após passar por exames médicos, o ex-presidente retornou à cela na Superintendência da Polícia Federal, onde segue custodiado.

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