PF informa ao STF que barulho em cela de Bolsonaro vem do sistema de ar-condicionado

PF informa ao STF que barulho em cela de Bolsonaro vem do sistema de ar-condicionado

Órgão afirma que obras ou mudança de local são inviáveis no curto prazo por questões estruturais e de segurança

A Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ruído constante relatado na cela onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está custodiado é provocado pelo sistema de climatização do prédio. A informação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (7), após a defesa de Bolsonaro questionar as condições do local na Superintendência Regional da PF no Distrito Federal.

De acordo com o ofício, a Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente cumpre pena fica próxima às áreas técnicas responsáveis pelo funcionamento do ar-condicionado, o que gera barulho contínuo. A PF explicou ainda que, no momento, não existe outro espaço disponível que atenda simultaneamente aos critérios de segurança exigidos para esse tipo de custódia.

No documento, a corporação descartou soluções imediatas para o problema. Segundo a PF, medidas como isolamento acústico, alteração da estrutura da sala ou substituição de equipamentos exigiriam intervenções complexas, além da paralisação prolongada do sistema de climatização, o que comprometeria o funcionamento da unidade no DF.

Diante disso, a Polícia Federal concluiu que não há viabilidade, no curto prazo, nem para transferir Bolsonaro para outro ambiente nem para reduzir de forma significativa o nível de ruído. O ofício é assinado pelo delegado Maurício Rocha da Silva, delegado regional executivo em exercício, e foi encaminhado ao STF a pedido do próprio ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Atualmente, Bolsonaro está preso em uma Sala de Estado-Maior, considerada uma cela especial, com cerca de 12 metros quadrados. O espaço conta com cama, banheiro privativo com chuveiro, televisão e ar-condicionado.

A defesa do ex-presidente sustenta que o problema é agravado pela vedação inadequada da janela, que permitiria a propagação do som para o interior do ambiente. Os advogados afirmam ainda que o tamanho reduzido da sala e a posição da janela tornam impossível evitar a exposição constante ao ruído.

Segundo os defensores, o barulho ininterrupto prejudica o descanso do ex-presidente e vai além de um simples incômodo. Para eles, a situação compromete a saúde física e psicológica do custodiado. Por isso, pediram que as autoridades responsáveis adotem medidas como ajustes no sistema de climatização, isolamento acústico, mudança do layout da sala ou qualquer outra solução que garanta condições adequadas de repouso.

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