
Michelle Bolsonaro é citada em representação na PGR após publicação sobre detergente Ypê
Parlamentar pede apuração; caso envolve debate sobre decisão da Anvisa e mobilização nas redes sociais
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi citada em uma representação enviada à Procuradoria-Geral da República após ter publicado, nas redes sociais, uma imagem considerada de apoio ao uso de produtos da marca Ypê. A manifestação ocorreu em meio a uma onda de discussões digitais sobre a empresa e decisões recentes da Anvisa.
Segundo o autor da representação, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), o pedido é para que o Ministério Público avalie se houve incentivo ao consumo de produtos que estavam sob alerta sanitário. A iniciativa também inclui outros nomes ligados ao debate político nas redes, como o senador Cleitinho (Republicanos-MG).
A publicação de Michelle ocorreu no dia 9 de maio, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a defender a marca após a repercussão de uma decisão da Anvisa que determinou a suspensão de lotes de detergentes, lava-roupas e desinfetantes produzidos pela empresa responsável, citando falhas em processos de controle de qualidade e possível risco de contaminação.
A discussão ganhou amplitude nas redes sociais, com diferentes grupos políticos interpretando a medida de formas distintas. Enquanto parte dos usuários questionou a decisão da agência reguladora, outros reforçaram a necessidade de cautela diante dos alertas sanitários oficiais.
Na representação enviada à PGR, o parlamentar sustenta que houve incentivo indevido ao consumo dos produtos mesmo após as restrições. Já apoiadores dos citados afirmam que a manifestação teve caráter apenas de apoio à empresa e não de orientação sobre riscos sanitários.
Até o momento, a Anvisa mantém a suspensão dos lotes citados na decisão, enquanto a empresa responsável segue acompanhando os desdobramentos e adotando medidas de adequação exigidas pelo órgão regulador.
O caso ainda deve passar por análise preliminar da Procuradoria-Geral da República, que decidirá se há elementos para abertura de investigação formal.