
Michelle Bolsonaro elogia voto de Fux e fala em “senso de justiça” antes da condenação de Bolsonaro
Ex-primeira-dama destaca coerência do ministro do STF e reafirma que há perseguição política contra seu marido
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou suas redes sociais na noite de quarta-feira, 11 de setembro, para elogiar o voto do ministro Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal (STF). Fux se posicionou a favor da absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros réus envolvidos na suposta tentativa de golpe de Estado.
Durante a madrugada, Michelle publicou mensagens destacando o “senso de justiça” do ministro e voltou a afirmar que seu marido enfrenta uma perseguição política. Para ela, o voto de Fux demonstrou que “não há espaço para perseguições cruéis”.
— Quando a coerência e o senso de justiça prevalecem sobre a vingança e a mentira, não há espaço para julgamentos parciais nem perseguições cruéis — escreveu Michelle, acompanhando a mensagem de fotos e trechos bíblicos voltados a Bolsonaro e seus apoiadores.
Assim como os filhos do ex-presidente — Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro —, Michelle acompanhou de perto a longa sessão de votação, que durou cerca de 12 horas. Durante a sustentação oral da defesa, ela compartilhou mensagens de esperança e fé, mantendo-se ao lado do marido e de outros acusados.
O julgamento continuou na quinta-feira, 11, com os votos da ministra Cármen Lúcia, que se alinhou a Alexandre de Moraes e Flávio Dino, votando pela condenação e formando a maioria. O ministro Cristiano Zanin ainda proferia seu voto no fim da tarde. Moraes destacou que os réus participaram de ações que tentaram abolir o Estado Democrático de Direito, configurando golpe e causando prejuízos ao patrimônio público.
Em discordância, Fux votou pela absolvição da maioria, responsabilizando apenas Mauro Cid e Walter Braga Netto, e somente por um dos cinco crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para ele, a acusação não provou que os réus agiram juntos em uma série de crimes indeterminados, necessário para caracterizar organização criminosa.