Ministra de Lula visita famílias de criminosos no Alemão e ignora luto pelos policiais mortos

Ministra de Lula visita famílias de criminosos no Alemão e ignora luto pelos policiais mortos

Enquanto o Rio chora a morte de agentes que tombaram em combate, representantes do governo preferem consolar quem vive sob a sombra do crime

Nesta quinta-feira (30), a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, esteve no Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, acompanhada pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e pelas deputadas Benedita da Silva e Jandira Feghali, além do deputado Reimont. A visita aconteceu apenas dois dias após a megaoperação policial que deixou mais de 120 mortos, entre criminosos e vítimas de bala perdida.

A presença das autoridades causou indignação. Em vez de prestar solidariedade às famílias dos policiais que perderam suas vidas no confronto — homens que enfrentaram o crime de frente —, a comitiva escolheu visitar famílias de comunidades dominadas pelo tráfico, tratando a operação como se fosse um abuso, e não uma resposta à violência que atormenta o Rio há décadas.

A Operação Contenção, realizada na terça-feira (28), mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, além de promotores do Ministério Público. O resultado: um policial civil morto, cinco feridos e quatro traficantes abatidos. O governador Cláudio Castro classificou a ação como uma resposta direta ao crime organizado, reafirmando que “o poder é do Estado, e os verdadeiros donos desses territórios são os cidadãos de bem”.

Durante o avanço das forças de segurança, criminosos reagiram com fúria: barricadas em chamas, tiros de fuzil e pânico nas ruas. Ainda assim, o governo federal manteve o silêncio sobre os policiais mortos e preferiu enviar ministros para reuniões simbólicas com moradores — alguns deles diretamente afetados pela criminalidade que a própria operação tentou conter.

É um retrato cruel de um país invertido: quem defende a lei é esquecido, e quem desafia o Estado recebe atenção e acolhimento oficial.

Enquanto famílias de policiais choram em silêncio, o governo prefere posar para fotos no coração de territórios tomados pelo tráfico. Uma visita que, sob o pretexto de “direitos humanos”, soa mais como um minuto de silêncio aos criminosos — e um minuto de descaso aos heróis que tombaram.

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