
Boulos toma posse no governo e volta a atacar quem produz riqueza: “O crime está na Faria Lima”
Ministro conhecido por invadir propriedades e defender bandidos agora ocupa cargo estratégico no Planalto — e transforma a posse em palanque ideológico
O novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), assumiu o cargo nesta quarta-feira (29) com o mesmo tom de confronto que o consagrou nas ocupações do MTST. Em seu discurso, o ex-líder de invasões afirmou que “a cabeça do crime organizado não está em um barraco na favela, mas na lavagem de dinheiro da Faria Lima” — um ataque direto ao setor produtivo e financeiro do país.
Antes disso, Boulos pediu um minuto de silêncio “por todas as vítimas” da megaoperação no Rio de Janeiro — incluindo criminosos —, sem dar destaque aos policiais mortos em serviço, que tombaram enfrentando o tráfico e garantindo a segurança da população.
A operação, realizada por ordem do governador Cláudio Castro (PL), resultou em cerca de 130 mortos, sendo quatro agentes de segurança. Enquanto o Rio ainda chorava seus policiais, o novo ministro preferiu direcionar suas palavras para o discurso político, tentando transformar a tragédia em bandeira ideológica.
Boulos disse ainda que recebeu de Lula a missão de “colocar o governo na rua” e “ouvir o povo”, mas seu histórico mostra que ele sempre foi mais conhecido por invadir propriedades e insuflar conflitos do que por buscar diálogo. Agora, no Planalto, ele promete “dar voz aos trabalhadores”, mas ignora o sacrifício daqueles que realmente colocam suas vidas em risco todos os dias — os policiais, os bombeiros, os profissionais da segurança pública.
Em tom de provocação, Boulos exaltou o presidente Lula por “não falar fino com os Estados Unidos” e atacou quem defende os símbolos nacionais, chamando-os de “traidores da pátria”. O discurso foi marcado por ironias e promessas vagas, enquanto o país segue dividido e a violência cresce nas ruas.
Difícil engolir o contraste: um homem que invadia propriedades privadas agora é ministro da Presidência, e um governo que se cala diante da morte de policiais é o mesmo que presta homenagens a criminosos.
Num país onde o certo virou errado e o errado recebe cargo e aplauso, sobra apenas o sentimento de repúdio — um minuto de silêncio, não pelos criminosos, mas pelos verdadeiros heróis esquecidos: os policiais que tombaram defendendo o Brasil.